Francamente: Ai, se eu te pego, ai, ai
Janeiro 20, 2012 Nenhum comentário
Nossa, nossa/ Assim você me mata/ Ai, se eu te pego/ Ai, ai, se eu te pego/ Delícia, delícia/ Assim você me mata/ Ai, se eu te pego/ Ai, ai, se eu te pego
Quantas centenas, ou milhares, de vezes você já escutou esse refrão? Sim, eu sei, muito mais do que é possível contar, certo?
Eu também. Porém, até setembro do ano passado, não tinha ouvido essa música uma vez sequer. Até que estive no Rodeio de Limeira, a trabalho, e me chamou a atenção que todos os artistas que se apresentaram nas oito noites de shows mandaram ver no “Nossa, nossa…”. Em todas as ocasiões, o público veio abaixo, letra e coreografia mais do que decoradas e ensaiadas.
Então descobri que Michel Teló, uma das atrações do rodeio, era o responsável pelo hit. Antes de subir no palco, a poucos metros de mim, ele falava ao celular na entrada do camarim, simplicidade total.
Naquele momento, Michel sabia que a música era um sucesso nacional, e que tinha potencial para algo mais. Mas talvez nem sonhasse com a repercussão mundial que ela alcançaria pouco tempo depois.
Desde então, o paranaense já foi capa de revistas como a “Época” e de tantas outras mais populares. O clipe de “Ai Se Eu Te Pego” soma mais de 100 milhões de visitações no YouTube. E o “sertanejo” deixou para trás os britânicos Adele e Coldplay nas paradas de sucesso de países como Espanha, Itália, Holanda e Bélgica, além de ver seu hit ser o mais baixado no iTunes em outros tantos, a exemplo de Portugal, Alemanha, Polônia, Argentina, Chile, Colômbia e Peru. Até em outra galáxia a canção foi parar, por meio de uma coreografia bem humorada apresentada por Darth Vader e seus stormtroopers.
Tanta projeção colocou Michel Teló nos meios de comunicação de todo o planeta. A revista “Forbes”, por exemplo, citou Carmem Miranda ao falar do sucesso do cantor. E, apesar de ter o dobro da idade do canadense, ele foi comparado a Justin Bieber. Seja na versão original, seja na cantada em inglês, “Oh, If I Catch You”, a música teve a coreografia que a acompanha dançada pelo astro português Cristiano Ronaldo e pelos jogadores do Barcelona e do time de basquete americano Denver Nuggets.
Isso sem falar em Neymar, figurinha fácil nos shows de Michel. Até paródia de israelenses com direito à polêmica religiosa o forró teve.
Agora, uma baiana chamada Sharon, uma das autoras da música, e o grupo Cangaia de Jegue, que gravara a música antes de Michel, começam a tirar uma casquinha do sucesso. Natural. Mas o que nunca deixa de me surpreender é a velocidade com que tudo acontece hoje. Em setembro, eu nem sabia quem era Michel Teló. Hoje, até a rainha da Inglaterra deve saber. Pelo que vi ao vivo, constatei que o cara é talentoso. Resta saber se conseguirá aproveitar a chance para se manter em alta.
Por Marcos Paulino
