A revelação sertaneja Amannda lança novo trabalho
Dezembro 16, 2011 Nenhum comentário
A história de Amannda nasceu como a de tantas outras revelações do mundo da música nos últimos anos: na internet. Foi postando vídeos na rede que essa cantora sul-mato-gros-sense de Campo Grande acabou descoberta por um empresário e, através dele, por Sorocaba, aquele da dupla com Fernando. E o novo amigo tratou de ajudar a jovem a ganhar mais espaço, inclusive compondo músicas para ela gravar.
O mais recente passo de Amannda é o lançamento do CD e do DVD “Ao Vivo em Campo Grande”, gravados num show no qual se apresenta ao lado dos convidados Marcos e Belutti, Hugo Pena e Gabriel e dos pagodeiros do Inimigos da HP. Sobre a atual fase de sua carreira, ela conversou com o PLUG.
Você encontrou na internet uma maneira de divulgar seu trabalho. Como foi essa história?
Comecei a cantar com 3 anos de idade e, com 10, profissionalmente. Cantava em bares, formaturas, casamentos, esse tipo de festa. Eram cinco horas de música seguida, sempre sertanejo, que não era tão visado. Isso foi até meus 15 anos, e aí tive que parar porque entrei no Ensino Médio e queria enfrentar o vestibular, entrar numa faculdade. Ficava muito em casa nessa época e foi aí que comecei a postar vídeos no YouTube. E eles começaram a ter um bom número de visu-alizações. Chegavam a 100 mil, e pra mim era muito, porque eu era uma anônima. Fui ficando bem conhecida no Orkut, até que, depois de dois anos, um empresário me achou.
Como o Sorocaba apareceu?
Meu empresário me colocou pra abrir shows grandes que ele contratava, entre eles Fernando e Soroca-ba. Num show em Dourados (MS), o Sorocaba me viu cantando e achou interessante, porque tinha pouca mulher no sertanejo. Então ele resolveu ajudar na produção do meu primeiro DVD. Mandou uma música muito boa pra eu gravar e compôs uma música comigo, que gravamos junto com o Fernando. Isso abriu muitas portas pra mim.
Fora alguns casos esporádicos, como os da Roberta Miranda e da Sula Miranda, as mulheres realmente não tinham muito espaço no mundo sertanejo. Você está sentindo que isso está mudando?
Muito. Antes era muito mais difícil pras mulheres, mas a Paula Fernandes veio pra mostrar que já não é mais assim. A mulher cabe no sertanejo.
Você também é compositora. Músicas feitas por mulheres têm uma pegada diferente principalmente junto ao público feminino?
Quando componho, não penso no gênero. Mas somos bem detalhistas e isso pode dar um viés diferente à música.
E como você pensa no ritmo? O seu, por exemplo, assim como boa parte do sertanejo mais recente, tem uma levada bem country.
Gosto muito de música romântica, mas também curto bastante um batidão mais animado. Esse é o sertanejo atual, que tem uma linguagem mais direta, simples, e acho que é por isso que o pessoal está se identificando bastante.
Apesar desse tipo de música ser o maior sucesso do Brasil no momento, muitos dos novos compositores se dizem bastante inspirados pelos artistas mais antigos. E você?
Ouvi demais e ouço até hoje esses artistas. Sempre cantei muito Zezé di Ca-margo e Luciano, Leonardo, Christian e Ralph. O sertanejo de hoje tem tudo a ver com o de antes, é uma herança.
Por outro lado, no seu DVD tem a participação dos Inimigos da HP, tem um pot-pourri pop rock. Você gosta de misturar outros gêneros no seu trabalho?
Adoro, e o pessoal do sertanejo também. Não tem preconceito entre nós, a gente ouve de tudo. No meu show, tem pot-pourri de dance, de rock, faço um axé meio sertanejo, e o pessoal curte demais.
Por que você resolveu já se lançar logo com um DVD ao vivo?
Quando comecei, gravei um primeiro CD independente, que acabou sendo lançado pela EMI quando eu já estava pensando em fazer outro. Quando assinamos com a gravadora, já tínhamos esse projeto do DVD. Era um sonho meu, que não achei que iria realizar tão cedo.
Por Marcos Paulino
