Mente Sadia: Símbolo religioso

Novembro 25, 2011 Nenhum comentário

O quanto ainda somos pequenos em termos de aceitação, respeito, e o quanto somos grandes no preconceito, no levar vantagem em tudo.
Vivemos num país de tradição católica, embora historicamente as religiões afros tenham per-meado a cultura de um povo que foi se construindo na miscigenação de raças e crenças.
Mas, principalmente pela força política da igreja, trazida com os “descobridores”, a supremacia do catolicismo se deu, criando um Estado com fortes e marcantes influências nas crenças e costumes.

Sabe Deus o porquê, o Brasil nasceu com a vocação de ser livre, dando oportunidades a portugueses, holandeses, espanhóis, alemães, italianos, japoneses, chineses, africanos, gregos, coreanos etc., contribuindo para sua diversidade cultural, econômica e religiosa. E assim o é, um país de muitos e de todos.
Por mais que haja resistência na aceitação desse fato, ele se estampa a todo  momento – na arte, nas ruas, nos comportamentos, nas comidas, nas tendências da moda.

Dia desses, uma amiga, psicóloga também, me disse que até teve vontade de colocar enfeite de Natal no seu consultório, mas acabou não colocando porque atende pessoas de outras religiões e por isso não queria “desrespeitar” a escolha de cada um, desta forma criando um ambiente neutro.
Pensei sobre isto: o quanto ainda somos pequenos, pois nos preocupamos com detalhes dessa natureza, quando na verdade há coisas muito mais importantes.

No caso da minha amiga, ela agiu pelo que ela entende que é certo é está correta, se isso a faz se sentir melhor, mas deixou de realizar um desejo seu em virtude do “respeito” ao próximo.
Acho que temos que rever nossos conceitos e preconceitos, tentarmos alinhar nossas condutas com nosso momento histórico.

Os que criticam os feriados religiosos são os primeiros a arrumar as malas de viagem para aproveitar os feriados e se possível prolongá-los, criando por vezes problemas nas relações de trabalho, onde uns por decreto são dispensados, outros obrigados a cumprir normalmente a jornada de trabalho, revoltados por custearem, através de IMPOSTOS, aqueles que passeiam.

Outro mito é a questão da neutralidade: uma coisa é não querer se envolver em questões políticas, religiosas, partindo para discussões e posicionamentos excludentes, outra é imaginar que podemos ser neutros, apáticos ao que está a nossa volta. Não! Não somos alheios às percepções e reações frente aos símbolos religiosos e ao que quer que seja, a questão é como conduzimos essas percepções e reações.
Que prevaleça sempre o bom-senso.

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