Autores de sucesso gravado por Luan Santana, Fred e Gustavo mostram mistura de influências em novo trabalho

Outubro 21, 2011 Nenhum comentário

É certo que todo fã da nova música sertaneja conhece o sucesso “Amar Não É Pecado”, gravado por Luan Santana. Porém, pouca gente sabe que a música é uma das muitas compostas por Fred e Gustavo, que, agora sob a tutela de uma grande gravadora, a Sony Music, sonham, enfim, em ga-nhar o grande público.

Nesse sentido, os dois goianos, ambos de 23 anos, acabam de lançar CD e DVD “Então Valeu – Ao Vivo”, em que trazem 19 canções de sua autoria. É o terceiro disco da dupla, que afirma misturar influências tão heterogêneas quanto música caipira e rock irlandês. E que, a julgar pela recepção da primeira faixa de trabalho, “Lendas e Mistérios”, parece ter tino para o negócio. Sobre o novo trabalho, Gustavo conversou com o PLUG.

A carreira de vocês já tem algum tempo, mas só agora a dupla está experimentando a estrutura de uma grande gravadora. Qual é a diferença?
Cantamos desde os 12 anos e graças a Deus esta-mos entrando numa fase nova. Estamos começando a colher os frutos deste trabalho com a gravadora, o primeiro em nível nacional. Este é o nosso terceiro CD e o primeiro DVD. Está sendo muito legal, tudo tem acontecido com muita intensidade. Os shows têm lotado, a correria do dia a dia tem sido maior, é uma fase nova mesmo.

Vocês são de Goiás e se mudaram pra Uberlândia pra tentar fazer a carreira decolar. Como foi essa história?
Eu morava em Morrinhos e o Fred, em Itumbiara. Nos conhecemos em 2005 e ficamos amigos. Em 2008, me mudei pra Itumbiara. Mudamos pra Uberlândia faz dois anos. Lá, antes de assinar com a gravadora, já tínhamos nosso escritório. A mudança foi pra facilitar na logística das viagens.

Por que vocês optaram por lançar um disco ao vivo como o primeiro trabalho pela gravadora?
Gravamos o trabalho e depois fechamos com a gravadora. Iria ser independente, mas depois assinamos com a Sony, que gostou muito do trabalho.

Vocês dizem que têm influências ecléticas, que vão da música raiz a U2. Como funciona esse caldeirão?
É verdade. Uma das principais influências nossas é o sertanejo raiz, do tipo Trio Parada Dura, Tião Carreiro e Pardinho. Também tem Zezé di Camargo e Luciano, Christian e Ralf, João Paulo e Daniel. Aprendemos muito com essa galera que trouxe o sertanejo à tona pra todo o Brasil. Mas hoje a gente escuta muita coisa internacional, como country, Keith Urban, U2, John Mayer, até pra abrir um pouco a cabeça pras nossas composições.

Esse gosto eclético realmente se reflete nas suas composições?
Claro, a gente aprende. Abrimos um campo de ideias. Captamos tudo e colocamos com nossa cara, nossa identidade.

Vocês estão conseguindo mais visibilidade numa época em que o novo sertanejo está em alta, conquistando principalmente o público jovem. Você acha que isso pode ajudá-los?
A hora do sertanejo está muito legal, no Brasil inteiro. Nós, que nascemos em berço sertanejo, sabemos da dificuldade que era antes. Agora o sertanejo atual tem aberto muitas portas, até pra novas duplas chegarem. Acho que o público jovem abraçou o gênero por causa da roupagem das músicas, das letras que falam de alegria, da pegada romântica. Hoje nosso principal público são os jovens.

E são os jovens que passam mais tempo na internet, procurando e baixando músicas. A internet ajudou vo-cês a serem mais conhecidos?
Ajuda até hoje e vai sempre ajudar. É uma ferramenta em que a gente pode montar um trabalho numa rapidez muito grande. Além do planejamento de mídia e da gravadora, tem as redes sociais e o nosso próprio site, que ajudam bastante na divulgação.

Vocês já têm ideias en-gatilhadas para os próximos passos desta nova fase da carreira?
Nosso projeto agora é fazer a divulgação deste novo trabalho. A primeira música já nos deu um retorno muito grande e no mês que vem mostraremos a segunda faixa de trabalho. Tomamos muito cuidado com o repertório, ficamos seis meses compondo. Fizemos umas 80 músicas e peneiramos 17, além de regravarmos duas de outros CDs. Estamos apaixonados por este trabalho e queremos agora conciliar os shows com rádio e TV. E, no ano que vem, devemos trazer um trabalho novo.

Por Marcos Paulino

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