Mente Sadia: Construindo relacionamentos

Setembro 2, 2011 Nenhum comentário

É interessante o quanto vamos pela vida repetindo padrões de comportamentos, sem nos darmos conta de que somos pessoas únicas, portanto, capazes de recriar a própria vida e nos individualizar, mesmo fazendo parte de um sistema de crenças e valores.

Os exemplos são muitos, às vezes percebidos em nós mesmos, outras observados em pessoas à nossa volta. Acabamos por repetir gestos, palavras, comportamentos, jeitos que nós mesmos criticamos. Não é à toa que o fazemos.

Não sei bem ao certo se a ignorância é uma virtude ou problema. O fato é que, ao tomarmos consciência, aumenta a nossa responsabilidade em deixarmos como está, ou trabalhar em prol das mudanças. Lembrando que trabalhar é sempre trabalhoso, por isso muitos preferem deixar co-mo está.
Quando somos crianças, adolescentes, embora tenhamos nossa natureza, somos conduzidos pelos outros, os quais funcionam como parâ-metros, espelhos, ou mesmo “mata-borrões”, contribuindo, mais do que imaginamos, para nossa formação enquanto sujeitos produtos de uma cultura.

Nos desvencilharmos do nosso passado é praticamente impossível. O que podemos fazer é, à luz dos dias atuais, nos revermos no tocante às escolhas que fazemos, tanto nos aspectos de formação profissional, como parcerias fugazes ou duradouras.
Na relação com o outro, somos ativos e passivos, em um troca-troca de papeis, dos mais sutis aos mais escancarados, conscientes e inconscientes das nossas próprias ações.

O fato é que somos, sim, responsáveis pela nossa felicidade.
Precisamos, se entendermos que a ignorância não nos faz bem, ficar atentos à forma com que tratamos as pessoas – companheiros, filhos, empregados – e como eles nos tratam, pois sempre haverá uma consequência.

Se você tratar uma pessoa como idiota, dependendo da maturidade dela, ela se comportará conforme o regulamento. Depois você vai reclamar da ausência de atitudes mais amadurecidas, comportamentos esperados para o sexo e a idade etc.

Do contrário, também é verdadeiro: se você for tratado como um idiota e se comportar como sendo, logo irá ficar indignado por ser desrespeitado, desvalorizado, ridicularizado. O equilíbrio de uma relação, ou de um conjunto de relações, se dá por compromisso de ambas as partes. Um só não subjuga o outro se o outro não se deixar ser subjugado. Veja: eu disse equilíbrio, não harmonia, harmonia é outra coisa!

Pode até haver relações com equilíbrio e harmonia, mas também relações que se equilibram pelos desequilíbrios de cada um, numa eterna construção de uma relação patológica, em que ambos se mantêm doentes para todo o sempre, amém.

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