Fiuk lança seu primeiro disco solo
Setembro 16, 2011 1 comentário
Fiuk apareceu para o grande público atuando no papel de Bernardo, na 10ª temporada da novela juvenil “Malhação”, da TV Globo. Se como ator já teve que enfrentar as comparações com Fábio Jr, como cantor, carreira na qual seu pai realmente fez sucesso, a cobrança deve ter sido ainda maior. Mas ele decidiu encarar as críticas como desafio, e, a exemplo de Fábio, segue conciliando os palcos de shows com as câmeras da TV.
E, se antes fazia parte de uma banda, a Hori, agora Fiuk, também como o pai, inicia sua carreira solo, com o lançamento de seu disco de estreia, “Sou Eu”. Neste primeiro trabalho individual, Fiuk optou pelo romantismo, tanto que todas as composições que não são suas giram em torno das relações, como “Sou Eu”, da dupla de sambistas Thiaguinho e Rodrigui-nho (vocalistas do Exaltasam-ba e do Travessos, respectivamente), um pop rock que fala sobre a dor do amor mal sucedido. Em “Foi Preciso Você Chegar”, do mineiro Wilson Sideral (irmão de Rogério Flausino, do Jota Quest), ele canta, intimista, uma história de paixão. E por aí vai.
O disco também deu a Fiuk a oportunidade de realizar um sonho: uma parceria com Jorge Benjor, co-autor de “Quero Toda Noite”, na qual o carioca faz uma participação especial. “Tô realizando neste momento um grande sonho: estou gravando agora com o Jorge Benjor uma música do meu disco”, publicou Fiuk no Twitter. Outra participação é do baixista da banda NX Zero, Conrado Grandino (o Caco), em “Nada Vai Me Parar”.
No aspecto visual do CD, uma inovação: o cantor exigiu que as fotos, espontâneas, tiradas nos momentos de gravação, não fossem produzidas e nem tratadas com Photoshop. “Pô, eu sempre vou saber que aquilo ali era uma montagem e os fãs também não vão sentir a verdade”, justificou.
Ao PLUG, Fiuk falou com exclusividade sobre o primeiro disco solo de sua carreira.
Como foi a concepção deste disco solo de estreia, incluindo a escolha do repertório?
Foi muito difícil. Esperei acabar a banda pra poder começar alguma coisa, porque eu estava naquela pressão, naquela loucura. Mas foi um barato, porque tive um insight. Quando conversei com o produtor pra gravar o disco, tava gravadora em cima, os empresários, aquela doideira absurda. Aí tive um estalo na minha cabeça e falei pra galera esquecer de mim por uns quatro meses. Fui pro estúdio e fiquei lá buscando ideia, buscando repertório. Um disco pra mim é muito mais do que um produto vendável. Ainda mais um primeiro disco de uma carreira que quero seguir a vida inteira. Pra mim, é muito sério, tomei muito cuidado. E foi muito legal, porque foi a primeira vez na minha vida que coloquei a mão na massa mesmo. Gravei todas as guitarras, violões, baterias.
Foi melhor fazer tudo sozinho do que com uma banda?
Acho que não existe melhor ou pior, são fases. Na fase que eu estava vivendo, pra mim não tinha coisa melhor. (A banda) Foi muito bom, foi a melhor escola que eu poderia ter.
Seu pai te ajudou na criação do disco?
Meu pai é muito tranqui-lo, ele me ajudou inconscientemente. Ele é meu pai, então acabo sendo influenciado por ele mesmo sem querer. Mas ele não ficou muito no pé, não.
Que referências você teve na criação deste disco?
Me baseei em mim, o máximo possível. Não quero que me entendam mal, não é ficar olhando pro meu umbigo, mas quis tirar de mim o que tenho de estilo, de ideias. Não queria ficar parecido com ninguém. Queria ficar parecido comigo, achar o que gosto de cantar e de tocar. Isso leva mais tempo, porque é muito pessoal. É uma arte, não é só um produto vendável pra colocar no mercado. É muito mais a fundo pra mim.
Ter um pai famoso torna as coisas mais difíceis no relacionamento com os companheiros de banda?
Então, rolaram umas coisas chatas, não quero nem falar sobre isso. Mas é óbvio que acontece. E pra ter banda precisa ter maturidade. Não é como todo mundo pensa, que é juntar quatro amigos e sair feliz da vida fazendo show. É muito diferente disso. A gente viveu isso, sentiu na pele. Chegamos nessa decisão (de se separar) juntos, porque realmente, do que jeito que tava, não dava pra ter uma banda.
Você deve sair em tur-nê desse disco e também está no elenco da novela “Aquele Beijo”, da TV Globo. Vai dar pra conciliar tudo isso?
Vixe! Sei lá (risos). Vamos embora. Tô aí pra isso.
Mas é possível?
“Malhação” foi uma loucura que você não imagina. É muito mais complicado do que uma novela.
Seu pai conciliou muito turnê com novela.
Mais do que eu.
Então você já tem um know-how na família.
Nossa Senhora.
E a turnê, já está programada?
Sim, começa em Macuco, no interior do Rio de Janeiro.
Depois você pretende se apresentar no país todo?
Se Deus quiser, Brasil inteiro!
Por Marcos Paulino

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