Mente Sadia: Bom dia!!
Agosto 12, 2011 Nenhum comentário
Começando por desejar um bom dia é uma forma de iniciar a nossa conversa. Mas você poderá ter contato com esta matéria em um horário à tarde, à noite, nos quais convencionalmente se cumprimenta com boa tarde e boa noite.
Mas se um dia tem 24 horas, então “Bom dia!”. Serve para o dia todo, não? Esta é a ideia, partir de algo simples, um conflito sem importância (bom dia, boa tarde, boa noite – boa madrugada não tem?), para chegarmos ao conceito de felicidade.
Uma tradução do que pode ser felicidade é a ausência de conflitos. Pois invariavelmente sofremos porque nos colocamos em situações embaraçosas, em conflitos de ideias, opiniões, valores.
Por estarmos afundados nos problemas, ao nos mexermos sem sabedoria afundamos ainda mais na areia movediça da irracio-nalidade. Há pessoas que são hábeis na resolução correta de problemas, são capazes de encontrar alternativas de encaminhamento às dificuldades, não ficando submetidas a elas.
São pessoas de atitudes coerentes, de bom senso, que encaram os problemas da vida sem hesitar. São mais corajosas. Outras, atrapalhadas pelos medos, se embra-mam nos conflitos, utilizam rotas de fuga – que mais as distanciam dos problemas do que os resolvem.
Adiar por um tempo a tomada de decisão até pode ser uma estratégia, mas, quando isso perdura por uma vida, é perda de tempo. Não importa o tamanho, a gravidade do problema, sempre há uma solução, seja ela do ponto de vista prático, com intervenções apropriadas, saída de cena para que ele se resolva por si, ou através de atitudes mentais saudáveis, capazes de minimizar os problemas e maximizar as soluções.
O difícil, via de regra, é encarar os problemas.
Pegando um gancho no texto da semana passada, em que os pais, por desamor, empurram seus filhos ladeira abaixo e nem se dão conta do que estão fazendo. É um exemplo de não encarar os fatos, das rotas de fulga que só fazem aumentar as probabilidades da desgraça.
São pais inconsequentes, que abandonam seus filhos à própria sorte, expondo-os aos dias de azar.
Pecam pelo abandono afetivo, moral e físico muitas vezes. Uns “compensam” através de bens e condições materiais, criando uma ilusão de ótica para que de fato os problemas não sejam vistos e reparados. O filho bate o carro constantemente, dá perda total, uma demonstração clara de destrutividade, de ausência de bom senso, de saúde psíquica comprometida, de tentativa velada de suicídio. Mas as atitudes encobridoras são imediatas, funilaria, pintura ou a substituição por outro carro novinho, que logo ficará novamente estrupiado, assim como seu condutor.
Contudo, como são medidas que maqueiam a realidade, vão deixando pra trás as sequelas, cicatrizes ou mesmo perdas irreparáveis. O que poderia ser uma resolução de problemas é na verdade um ato de esquiva das responsabilidades. São as pessoas que vivem de uma aparente felicidade, regada a festas, bebidas, drogas e falsos apegos, mas, no fundo, iludidas, atrás dos medos.
A felicidade só pode ser plena se brotar de dentro para fora. Para isso, é preciso que o caminho esteja livre, livre de entulhos do passado e medos do presente.
