Mente Sadia: Alimentar-se bem
Agosto 19, 2011 Nenhum comentário
Como o velho dito diz: quem vem primeiro, o ovo ou a galinha?
Na verdade, na vida há muitas coisas que não sabemos ao certo o que vem primeiro e o que chega depois. Isto não é diferente em relação aos distúrbios alimentares, e há vários deles.
Os mais comuns são a Anorexia (a evitação de comer) e a Bulimia (come e vomita, vomita e come). Fica a questão: comer para viver, ou viver para comer? Há aqueles que “pecam” pelos excessos e outros, pela falta de alimentos.
Há ainda uma terceira categoria: os que são seletivos, e muito seletivos; restringem a alimentação a um ou outro alimento, rejeitando qualquer outro, por mais deliciosos que sejam para outras pessoas. São pessoas incompre-endidas, instigadas, forçadas, seduzidas, torturadas por agir diferente, e nada parece adiantar, a não ser deixar um clima tenso, desequilibrado, onde uns maltratam e outros tentam a compensação satisfazendo as vontades.
Não se sabe ao certo se são componentes físicos, fisiológicos, hormonais ou psíquicos, emocionais que determinam estes e muitos outros comportamentos que se distanciam do que poderíamos chamar de normal.
É verdade que uns comem por impulso, outros por necessidade, outros por prazer, e aqueles que comem como forma de compensação.
Um rapaz que não come frutas, verduras, legumes, desde sempre pelo que relata, e hoje já passou dos 30 anos, diz que come por necessidade, não sente prazer, não sente prazer em comer, o que não parece ser muito verdadeiro, pois adora um churrasco. Até então, sua saúde é boa, tem boa resistência física, não adoece.
Adolescente que não come bolo, mas devora uma lata de leite condensado com morangos. Crianças que só comem macarrãozinho com batatinhas fritas são exemplos de “esquisitices”, que podem ou não ser indícios de problemas alimentares.
Por isso, uma boa avaliação profissional pode ser bem mais interessante do que uma discussão frequente e constante do que é “certo” e do que é “errado”, principalmente quando se trata de crianças e adolescentes. No geral, as atitudes familiares em muito contribuem nos “problemas” alimentares, ou em seus agravamentos.
Alimentar-se bem é, sim, seguir as sugestões daqueles que estudam, pesquisam, se orientam por observações clínicas com bases cientificas, mas também observar e comparar o grau de satisfação pessoal em ser mais magro ou mais gordo; estar em sintonia com o próprio corpo e suas reações ao que é ingerido: se for bem digerido, saciável, prazeroso ou causa mal-estar, flatu-lência, má digestão, azia, desconforto abdominal; energia, vigor, disponibilidade ou apatia, cansaço desinteresse.
Podemos, sim, e devemos ser fiscais das nossas próprias atitudes e nos responsabilizarmos por elas. Não é o outro, o médico, a nutricionista que devem se responsabilizar por nossos atos alimentares, eles podem medicar, orientar, mas em nada vai adiantar se por “rebeldia” continuamos nos desequilibrando, ingerindo alimentos e bebidas incompatíveis com o nosso metabolismo.
