Mente Sadia: Sentado nas nuvens
Julho 1, 2011 Nenhum comentário
São tantos os acontecimentos sociais, políticos, econômicos, que às vezes parece que não daremos conta de digerir tudo. Coisas do mundo moderno?
A velocidade das mudanças de comportamentos do ser humano parecem não ter precedente na história, e nada podemos fazer para parar esta “locomotiva”. Às vezes, penso que, se pudesse, ficaria sentado nas nuvens, observando todo este movimento, pois de longe os problemas ficam menores e acabamos por ter uma certa isenção emocional, a qual possibilita uma análise mais apurada.
Vivemos as contradições de um tempo, ao vivo e em cores, dando a impressão de um caos, mas não é, pois, apesar de tudo, as coisas caminham.
No Brasil, há movimentos por direitos, alguns aparentemente contraditórios se comparados à realidade. Passeatas pela liberação da maconha. Não lhe parece absurda à primeira vista? A mim parece, pois é só estarmos atentos por onde passamos, assistirmos a um show de determinados cantores, que constataremos in loco o uso abertamente desta erva. Ela está proibida? Onde?
Outra coisa que soa no mínimo estranha: acompanhando notícias de violência, furto, roubo, sequestro, em que o, ou os, violadores do direito alheio, de propriedade, segurança, liberdade, quando são reconhecidos, presos, na maioria das vezes, o que se segue são informações de uma lista de passagens pela polícia. Então o que estão fazendo em liberdade?
Estas e tantas outras contradições nos põem a repensar os valores, as verdades, as crenças. Estes fatos não ocorrem tão somente “extra-muros”. As contradições estão presentes também nas instituições, a começar pela família.
Vivemos em um mundo “bombardeado de informações”, dando-nos a impressão do conhecimento, mas via de regra não é bem assim. O que se observa é uma porção de teorias que se mostram inócuas na prática. Repetem os mesmos vícios de uma sociedade que tem um belo discurso em uma direção e uma prática na via contrária.
Não adianta dizer apenas “Eu te amo”, há que se efetivar em gestos e modelos a confirmação do que fora dito. Mesmo que não haja amor – às vezes não há –, ao menos que haja respeito, consideração, suportabilidade na convivência com o outro.
Se pudermos ajudar, ok, ajudemos. Se não, vamos adiante e deixemos o caminho livre para quem deseje e possa fazê-lo.
