Mente Sadia: A arte de se relacionar
Julho 29, 2011 Nenhum comentário
Pela vida, construímos uma porção de propostas, sem mesmo nos darmos conta.
Vamos tendo desejos, objetivos, metas. Buscamos por realizações, encontramos o que desejávamos, nos frustramos quando os sonhos não se tornam realidade. Assim, vamos fazendo nossa história.
Ensinam-nos muitas coisas, outras vamos descobrindo sozinhos, às vezes “a trancos e barrancos”. E isto é incrível, pois mesmo aqueles que parecem descompromissados com o desenvolvimento, dos outros e de si mesmos, acabam por serem tocados pelas “forças ocultas” e obrigados a caminhar ou fazer um esforço enorme para se manter empacados.
Parece que a vida nos põe a seguinte proposta: “Vai, ou vai. Até porque, se não fores, serás tomado por tal inquietude, que sua alma ficará em eterno tormento”.
Veja os exemplos de pessoas realizadoras, que vivem fazendo coisas para os outros e para si. Parecem incansáveis, sempre arranjam tempo para mais uma coisa e se ocupam, resolvendo aquela velha questão: cabeça vazia é oficina para o Satanás.
Por outro lado, existem aquelas que pouco ou nada realizam, vivem se queixando, vivenciam um tédio constante, quando sorriem é por deboche; desvalorizam o trabalho dos outros, são críticas ferrenhas e ácidas ao se referirem aos deslizes alheios, sentadas no próprio rabo.
Viver é uma arte, e uma arte inacabada, trabalhada no dia a dia. Sendo uma das ferramentas o relacionar-se, relacionar-se com os outros e consigo mesma. Há pessoas hábeis nesse papel, possuem facilidades de comunicação, são assertivas, coerentes, cativantes, agradáveis, espontâneas, comunicativas. Outras são inábeis, arranjam encrenca por onde passam, estão sempre queixando da forma com que os outros a tratam, ou a destra-tam, sem se dar conta de serem a origem da má comunicação. Veem no outro os próprios defeitos e não os reconhecem.
O que é o outro na nossa vida? O efeito espelho de nós mesmos, nele reconhecemos as faces ocultadas em nós, de forma invertida. Como é no espelho, vemos de outra forma as formas que temos.
Se odiamos a impaciência do outro, nela reconhecemos o nosso grau de tolerância. Se nos incomodamos com a rigidez alheia, nela vemos revelada a nossa. Se nos irritamos com o excesso de pode tudo do outro, é bem possível que estejamos ocultando de nós mesmos o “não posso nada”.
De forma invertida, o outro nos faz ver o que não vemos em nós mesmos, cabendo a nós ficarmos paralisados frente ao espelho (o outro), ou, em reconhecendo nossas imperfeições, sairmos em busca de saná-las. Isto é: em vez de ficarmos brigando com o outro, seja ele quem for, nos movimentar em direção à nossa sanidade.
Viver é uma arte, onde uns nascem com talentos especiais, outros aprendem pela vida.
