Petkovic diz que os jogadores estrangeiros devem encarnar espírito brasileiro
Junho 12, 2011 Nenhum comentário
Dejan Petkovic, um dos maiores jogadores estrangeiros que já passaram pelo futebol brasileiro, é o protagonista do filme O Gringo, que estreou nesta sexta-feira nos cinemas.
Acostumado a fazer grandes exibições nos gramados, o craque sérvio revelou, em entrevista coletiva, a sensação de ver a sua história sendo contada na telona: “é muito diferente e emocionante. Assisti ao filme no ano passado, fiquei arrepiado e não sosseguei até que ele fosse lançado nos cinemas”, afirmou e emendou: “Mas faltavam a ação, o toque de charme e maestria do diretor (Darko Bajic) e a trilha sonora que o Ivan (Lins) compôs. Sem essas coisas, a produção seria feita apenas imagens e reportagens que para mim são conhecidas”.
Para Petkovic, uma das ideias da produção é mostrar ao espectador um pouco do espírito do povo de seu país natal, abalado por guerras étnicas no século XX: “o filme mostra uma boa parte da Sérvia, lógico que com menor proporção do que o Brasil, mas conseguimos apresentar um pouco do espírito sérvio e aproximar os dois povos”.
No Brasil desde 1997, quando foi contratado pelo Vitória-BA, o jogador de 38 anos deu a receita para que outros estrangeiros façam sucesso no “País do Futebol”: “acho que ‘os gringos’ devem encarnar o espírito brasileiro para terem possibilidade de viver e se adaptar ao Brasil e não correrem o risco de retornarem rapidamente aos seus países de origem”, disse e completou: “o estrangeiro que não se adapta a um povo tão maravilhoso como o brasileiro não merece vir para cá”.
Ele ainda comentou sobre a relação com o técnico do Flamengo, Vanderlei Luxemburgo, que o dispensou no início da atual temporada, mas o colocou em campo para fazer a sua partida de despedida como atleta profissional, contra o Corinthians, no Engenhão, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro: “a minha relação com o Luxa sempre foi boa e de respeito mútuo. Nunca tivemos uma briga e quando tinha que chamar a minha atenção dentro de campo, ele chegava do jeito que todos conhecem. Trabalhei com ele no Santos e no Flamengo e particularmente nos damos bem. O Luxa tem os seus defeitos e virtudes, assim como tenho os meus. Temos que respeitá-lo, pois se trata de um técnico vencedor”.
Em sua passagem pelo Brasil, Pet conseguiu algo que poucos atletas conseguiram. Ele foi ídolo em três dos quatro grandes clubes do Rio de Janeiro: Flamengo, Vasco e Fluminense. No entanto, ele não esconde que o coração bate forte mesmo é pelo Estrela Vermelha, um dos principais times da Sérvia e onde se destacou no início da carreira: “todas as torcidas são boas, mas desde pequeno o Estrela Vermelha é a primeira grande torcida do meu coração. Quando criança imaginava jogar pelo Estrela Vermelha e com a torcida gritando o meu nome no Marakana (estádio do clube de Belgrado). No Brasil também há grandes clubes com grandes torcidas, onde fui ídolo”.
Por AJEsportes
