Mente Sadia: Trabalho e sonhos

Março 19, 2011 Nenhum comentário

Chegaram duas perguntas pedindo opiniões. A primeira é sobre pessoas que não gozam a vida, se dedicando exclusivamente ao trabalho e à uma rotina pré-estabelecida. A segunda é sobre pessoas que guardam objetos, coisas etc., para um dia usarem. Sonham em montar um negócio e em função deste sonho vão adquirindo ferramentas, balcão etc., mas efetivamente os planos ficam apenas nas ideias. Quando é preciso deixar de sonhar?

Lembrando que cada caso é um caso! Qualquer tipo de generalização é sempre um risco.

“Pessoas que não gozam a vida”. – Do ponto de vista de quem? A pessoa em questão se queixa? Demonstra infelicidade? Diz que gostaria de fazer isto ou aquilo? Gostaria de passear, conhecer lugares, viajar?

Pois bem, quando vemos o outro, inferimos segundo nossos parâmetros. Há pessoas que realmente se privam de coisas por inibição, falta de oportunidades, ansiedade, medo, aprisionadas em suas neuroses. Outras, aparentemente se privam, pois na verdade não desejam, não almejam, se sentem satisfeitas com o que fazem, mesmo que isto aos olhos dos outros seja uma rotina sem graça. São pessoas que estabeleceram um modo de viver que as satisfaz e ponto. Gozar a vida é fazer aquilo que deseja, que dá prazer.

“Pessoas que guardam objetos…”. – Há pessoas que têm um plano, e agem passo a passo para concretizá-lo. São pessoas centradas, com objetivos claros, que organizam o pensamento e tomam atitudes sensatas em busca do que almejam. Ganham, compram, fabricam aquilo de que precisam, para atingir seus alvos, e salvo exceções, fazem o que determinaram.

Outras vivem no mundo do faz de conta. Imaginam algo, têm uma ideia mirabolante, investem em produtos, materiais, equipamentos e “gozam” por imaginar, fantasiar; contabilizam lucros do negócio que só existe na sua cabeça.

Quando, por desgaste da ideia, inviabilidade em concretizar, logo arranjam outro “negócio da China” que dará muito lucro, o projetará acima dos “estúpidos” que não tiveram uma ideia tão fabulosa.

“Quando é preciso deixar de sonhar”. – Sonhar é preciso, e talvez não devamos nunca deixar de sonhar. O problema não são os sonhos, estes podem se tornar realidade. O problema são os devaneios, que tiram o sujeito da realidade, da capacidade de confrontar para tirar conclusões, se deve ou não levar em frente aquela proposta.

Há pessoas que se dizem sonhadoras, mas são fantasiosas, delirantes, inconsequentes, as quais, mais dias, menos dias, caem do cavalo.

Contudo, devemos compreender que no mundo há lugar para todos, com isto nos aproximar daqueles que nos são importantes e nos afastar daqueles que nos são perniciosos.

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