Mente Sadia: Fazendo a nossa parte
Março 26, 2011 Nenhum comentário
Ou nos alienamos e nos comportamos como se nada tivesse a ver conosco, caminhando pela vida entretidos com uma porção de bobagens, ou aguçamos nosso senso crítico e nos posionamos frente às questões do mundo. Podemos até ficar em cima do muro, quando não estamos seguros, mas em algum momento devemos fazer opções.
Poderíamos começar uma discussão sobre as questões mundiais, que chegam em tempo real através das novas tecnologias. Falaríamos dos fenômenos naturais, que, embora naturais, nos assustam pela capacidade destrutiva – ou transformadora? Invadem propriedades, devastam regiões, inundam, arrastam, sem pedir permissão aos proprietários. Numa análise mais distante dos fatos, nos perguntamos: quem é dono do que mesmo? Poderíamos discutir a soberania de uma nação. Se possui um governo ditatorial que contraria os direitos democráticos, este deve ser deposto com a ajuda dos países que mudaram a forma de governar, mas guardam ali atrás, na sua história, um passado idêntico?
E o que dizer da democracia? Ainda não inventaram algo melhor, mas está longe do que imaginávamos para resolver as questões humanas, para minimizar ou resolver a fome, a miséria, a violência.
Deveríamos nos apegar às questões de fé, e nos sentir vulneráveis entre o bem e o mal, como num barco em meio a uma forte maré, jogados de um lado para o outro? Ou devemos ser sensatos? Percebermos nossa pequenez diante dos mistérios da vida e a nossa grande capacidade de realização?
Não seria também sensato aquietar nosso coração quando percebemos que não damos conta de coisas que ultrapassam nossa capacidade de compreendê-las, em vez de ficarmos procurando culpados, que são tão inocentes como nós?
Pessoalmente, não acredito em mudanças rápidas e mágicas, mas não posso negar a percepção de um movimento acelerado de mudanças no planeta que estamos habitando.
Se nos afastarmos das nossas preocupações diárias e rotineiras, nos daremos conta de que o mundo é muito mais do que: o que vou fazer para o almoço? Tomo Antártica ou Skol? A escola X é melhor que a Y ou não?
Acredito também que dentro de cada um de nós há uma centelha divina, capaz de nos sintonizar com os objetivos da nossa missão aqui neste planeta, contanto que nos afastemos das bobagens que entorpecem nossa percepção.
Fazendo nossa parte, voltados para o bem (e não para os bens), encontraremos nosso equilíbrio, e perceberemos nossa verdadeira vocação.
