Mente Sadia: My love’s gone
Fevereiro 5, 2011 Nenhum comentário
O título deste artigo em inglês foi de propósito. Não para ser exibido, até mesmo porque pouco me dediquei à aprendizagem desta língua, guardando para com ela pouca intimidade.
A tradução de “My love’s gone” é: “Meu amor se foi”. Aí está a questão.
Para efeito didático, muitas vezes, utilizo da linguagem que distingue sendo da razão, do pensamento, do planejamento, aspectos do andar de cima, da cabeça, e o que se refere aos sentimentos, intuições, percepções, como sendo do andar de baixo, do coração.
É lógico que somos mais do que mente e coração, somos também alma, mas neste momento quero pensar e sentir, por isso me deterei mais ao andar de cima (pensamento) e ao de baixo (sentimento).
Por desígnios da vida, dia desses fui submetido a provas de paciência, tolerância, perseverança, fé, coragem, discerni-mento, vontade e outras, matérias essas que venho estudando ao longo da minha vida, e de tempos em tempos ocorrem as avaliações, os testes de aprendizagem.
No ano passado, foi uma constante experimentar e exercitar essas matérias. Este ano começou com as provas.
Houve dias que apliquei mais os conhecimentos da fé: Deus sabe o que faz, a gente faz o que pode. Noutros, o da física: manter energia para os momentos necessários. Em outros, o da sabedoria: manter o bom-senso, a ponderação, a atitude respeitosa frente as leis da natureza e dos acontecimentos.
Assim passei alguns dias, com ajuda de pessoas próximas, conhecidas e outros que foram aparecendo pelo caminho para auxiliar na jornada, aos quais sou muito grato.
Na noite de domingo para segunda-feira (31 de janeiro 2011), estávamos eu e meu pai no hospital, eu o acompanhava – no que sabia – nos seus últimos momentos. A minha tranquilidade diante do fato tem respaldo na minha análise pessoal, nas experiências vividas com pessoas na mesma situação e na certeza de que Deus sabe o que faz.
Passava um pouco da meia-noite, quando em pensamento e oração pedia para que os socorristas do mundo espiritual, se possível, trouxessem minha avó e tia com as quais meu pai parecia ter tido, durante a vida, mais afinidade e admiração. Foi quando começou a “tocar” em minha mente uma música que fora da trilha sonora da novela “Caminho das Índias”.
Pensei: “Ué, o que tem a ver neste momento esta música, suave, de amor?”. Caiu a ficha: ele deve ter ido embora. Direcionei meu olhar para ele e realmente havia parado de respirar.
Intuição, aviso dos anjos, pedido aceito? Não sei, o que sei hoje, pegando a tradução da música, é: “Meu amor se foi. As botas dele não estarão mais em minha porta. Ele partiu de madrugada. E, enquanto eu dormia, eu senti ele ir. Meu amor se foi. Nenhum navio da terra trará ele pra casa novamente…”. Meu amor se foi.
