Pesquisa vê novo homem quando o assunto é sexo
Janeiro 29, 2011 Nenhum comentário
Levantamento realizado com mais de 3 mil homens em cinco capitais aponta que eles estão satisfeitos com a vida sexual, se preocupam com o prazer feminino e – sim! – falam sobre sexo com a parceira. Mas a disfunção erétil ainda é tabu.
A pesquisa “Sexualidade e Saúde Masculina”, realizada pela Bayer Schering Pharma, em parceria com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU-SP), e conduzida pelo Ambulatório de Sexualidade, ouviu 3.026 homens com idades entre 16 e 90 anos em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Goiânia e Salvador. O resultado comprova que, quando o assunto é se-xo, o grau de satisfação do brasileiro é alto: 86,95% dos pes-quisados afirmaram estar satisfeitos com sua vida sexual. E eles não querem só quantidade (61,70% dizem ter relações de 2 a 4 vezes por semana), mas também qualidade e estão preocupados em dar prazer à mulher.
Esses dois últimos quesitos ficaram em segundo (43,33%) e terceiro (33,93%) lugares, respectivamente, quando os entrevistados classificaram o que é mais importante no sexo. Só perderam para a própria satisfação do homem, item mais importante para 46,60% dos entrevistados. De acordo com a coordenadora do levantamento, a sexóloga Carla Cecarello, a mudança de comportamento em relação à satisfação da parceira é importante. “Mas é preciso considerar que a satisfação feminina é, para o homem, uma afirmação de sua masculinidade”.
Outro traço significativo do comportamento masculino tem se modificado segundo a pesquisa: 31,09% dos pesquisados revelaram falar sobre sexo com a parceira. “Essa é uma característica mais presente entre os homens casados, com mais de 30 anos e, geralmente, a conversa é iniciada pela mulher”, explica a coordenadora da pesquisa. “No entanto, independentemente de qual dos dois aborda o assunto, esse diálogo é muito importante para o relacionamento se manter saudável”.
Embora as estatísticas oficiais apontem para o fato de que mais da metade dos homens apresenta algum grau de disfun-ção erétil, especialmente na maturidade, os brasileiros ainda resistem em assumir que já enfrentaram a situação. De acordo com a pesquisa, 81,36% dos participantes afirmou nunca ter tido problemas de ereção. “Embora ainda exista muita dificuldade do homem para admitir a disfunção erétil, é muito importante conscientizá-los de que isso pode ser um dos primeiros sinais de que algo não vai bem com a saúde”, enfatiza Archime-des Nardozza Júnior, presidente da SBU-SP. A comunidade médica considera a dificuldade de ereção como um marcador de doenças cardiovasculares.
A pesquisa também mostrou que, entre os participantes que afirmaram já ter tido dificuldade de ereção (13,22%), apenas 26,50% procuraram o médico para solucionar o problema. Entre os motivos para não ir ao consultório, foram citados: achar que é um problema psicológico, considerar disfunção normal, falta de tempo e vergonha.
