Diabetes: doença cresce entre crianças e jovens
Dezembro 31, 2010 Nenhum comentárioDiante da energia e do bom humor esbanjado pelo astro pop Nick Jonas, integrante da banda Jonas Brothers, que já declarou que possui diabetes Tipo 1, fica claro que a doença – que hoje atinge 250 milhões de pessoas no mundo – não é motivo para deixar de lado os sonhos e objetivos de vida. A incidência geral do diabetes tem crescido a taxas de 3% ao ano entre crianças e jovens. O aumento de casos está diretamente relacionado ao avanço da obesidade e à disseminação de hábitos pouco saudáveis, como sedentarismo e má alimentação.
A manifestação tipo 1 da doença – também conhecida como “diabetes juvenil” – é produzida por uma reação autoimune do organismo contra as células que produzem a in-sulina, que é responsável por sintetizar a glicose e, por isso, é essencial seu controle diário. De acordo com o médico mineiro Levimar Rocha Araújo, coordenador da Clínica de Endocrinologia e Metabologia do Hospital Universitário São José, de Belo Horizonte, “no diabetes tipo 1, como o paciente necessita de doses frequentes de insulina, o monitoramento precisa ser mais intenso, sendo realizado em média cinco vezes ao dia”. “Fazer o moni-toramento glicêmico corretamente, exame conhecido como ‘ponta de dedo’, é fundamental para manter o equilíbrio dos níveis de açúcar no sangue e para garantir a qualidade do tratamento”, complementa.
O diagnóstico do diabetes traz mudanças drásticas na vida dos jovens. Além disso, contar com o apoio de pessoas mais próximas facilita a aceitação da doença. “Uma das principais dificuldades enfrentadas por jovens diabéticos é se acostumar com sua nova rotina”, diz o médico. Além do apoio da família, é essencial que o adolescente busque informações sobre a doença e inte-raja com outros que possuem o mes-mo problema. “Dessa forma, o jovem terá outra visão do diabetes, ao permitir que a doença seja encarada como algo comum em suas vidas”, comenta Levimar, que esclarece, na entrevista a seguir, mais algumas dúvidas sobre a doença.
Como a descoberta da doença afeta a vida dos jovens?
Quando uma criança ou adolescente se descobre diabético, não apenas ele, mas também toda a família, acaba vivenciando as dificuldades de adaptação na rotina que a doença exige. É preciso mais tempo do que o de uma simples consulta médica para que esses indivíduos possam entender melhor sua doença e compreender que é perfeitamente possível conviver bem com o diabetes.
A partir de que idade a criança que tem diabetes já pode cuidar de sua própria rotina?
A partir dos 4 anos de idade, a criança com diabetes já pode começar a fazer a aplicação de insulina. Quanto mais cedo o paciente se tornar responsável pelo próprio tratamento, mais consciente e independente será no futuro. O maior nível de conhecimento e aceitação da doença está relacionado ao melhor controle metabólico e, consequentemente, a uma melhora da qualidade de vida do diabético.
Qual a importância do controle da glicemia para os diabéticos do tipo 1?
Devido à deficiência na produção de insulina, característica do diabetes tipo 1, esses pacientes necessitam da administração de doses diárias do hormônio. Nesse contexto, fazer o monitoramento glicêmico corretamente é fundamental para manter o equilíbrio dos níveis de açúcar no sangue e para garantir a qualidade do tratamento, pois os resultados do exame de glicemia capilar (ponta de dedo) servem para balizar a quantidade de insulina em cada aplicação. Além disso, a rotina de monitorização permite que o médico avalie se o paciente está com a glicemia sob controle, ou seja, se o tratamento está sendo eficaz.
Por Marcos Paulino

