Splatterhouse: game polêmico, pra quem tem estômago forte

Dezembro 24, 2010 Nenhum comentário

“Splatterhouse”, lançado em 1988 para os arcades e posteriormente convertido para outras plataformas, foi um dos precursores dos games de horror. Após sua segunda continuação, a franquia parecia ter sido esquecida pela produtora Namco, que depois de 15 anos desde a última investida, com “Splatterhouse 3″, surpreende agora com um remake do primeiro game. E se no final dos anos 80 o título original já causou alguma polêmica, por ser um dos primeiros a representar a violência de forma exagerada e explícita, a nova versão promete repetir a dose.

Em “Splatterhouse” você é o estudante Rick Taylor, um jovem comum cuja namorada Jennifer desaparece após entrar em uma mansão abandonada. Na busca pela garota, Rick se depara com criaturas demoníacas e uma máscara misteriosa, que lhe promete poderes para enfrentar as bestas que o impedem de encontrar sua namorada. Ao colocá-la, Rick se transforma em um ser bruto e impiedoso, capaz de estraçalhar qualquer um que se opor à sua busca. O jogo conta com a participação do escritor de quadrinhos Gordon Rennie, de “Necronauts” e “Juíz Dredd”, na recriação do enredo.

Aproveitando alguns elementos que consagraram os episódios anteriores, há agora um novo e amplo sistema de luta e combos, novos elementos de exploração e estratégia e um nível de brutalidade capaz de enjoar aqueles de estômago fraco. A ação do jogo é visceral, com Rick sendo capaz de esmagar, estraçalhar e arrancar pedaços de seus inimigos e até mesmo utilizar membros amputados como arma. O protagonista também traz uma série de habilidades inéditas, como reanimar corpos, possibilitando a formação de exércitos de mortos-vivos ao seu favor. Antes um personagem rígido, agora Rick pode dar longos saltos e utilizar o cenário para se lançar em lugares secretos.

O jogo dispensa elementos visuais de interface, como barras que medem a energia, e os substitui por uma mecânica de regeneração, que determina a saúde do protagonista de acordo com o estado de seu corpo. Durante as batalhas, os inimigos podem arrancar pedaços do corpo de Rick, deixando à mostra músculos, veias, ossos e até mesmo seus órgãos. Quanto mais mutilado, mais próximo da morte ele se encontra, exigindo que o jogador fuja e aguarde alguns instantes para que seu corpo se regenere, graças ao poder da máscara, tudo em tempo real.

Se depender da competência do estúdio que está desenvolvendo o game, a bottleRocket Entertainment, responsável por “Mark of Kri” and “Rise of the Kasai”, dois belíssimos jogos de ação para o PlayStation 2, teremos não apenas um legítimo “Splatterhouse”, mas mais um grande jogo de horror para os consoles da atual geração.

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