Francamente: Não aturo mais tanta gente…
Novembro 6, 2010 Nenhum comentário
Estou cheio de gente que só vai na boa. Daquelas pessoas que gostam muito do vinde a mim, mas às criancinhas nada. Estou saturado de pseudoamizades de via única, daquelas em que você entra com toda a generosidade, e o outro lado só responde quando interessa. Não aguento mais quem só quer levar vantagem sempre, que mede cada palavra, cada gesto, para ver se consegue ganhar alguma coisa.
Para mim, já deu aquele tipo de sujeito que só lembra da gente quando é para pedir alguma coisa. Que nunca tem uma das mãos livres para lhe estender quando é você quem precisa recorrer a ele. Irrita-me o egoísmo, a ingratidão, o tanto pensar em si próprio. Estressam-me os seres que se acham os centros do universo, sóis que imaginam o mundo rodando em órbitas ao redor de seus umbigos.
Não suporto mais aquele cara que se acha sempre o certo, o dono da verdade. E que, pior ainda, quer que você trilhe seu caminho pelo mapa que ele desenhar, oriente-se pela cartilha que ele escrever. Aquele ser que despreza e desrespeita quem não pensa ou age como ele. Que quer falar sempre, mas ouvir, nunca. Detesto quem não admite diferenças. Que quer impor sua religião, sua orientação sexual, suas paixões políticas. Não admito gente que apela para a violência física ou mental.
Não aturo mais os estelionatários, estejam eles fantasiados de flanelinhas ou de políticos. Não concebo pessoas que desrespeitam os animais. Ou que agridem a natureza, dia a dia, incansavelmente. Que acham que um pedaço de papel ou uma bituca de cigarro vão ocupar muito espaço em seus automóveis, mas que caberão perfeitamente nas calçadas. Não tenho mais paciência com quem dirige como se as ruas tivessem sido feitas só para ele, e que se danem os pedestres e os outros motoristas.
Estou de saco cheio das pessoas que não se comprometem, que não aparecem quando confirmam presença, que não respondem e-mails ou não retornam telefonemas. Que sempre arrumam uma desculpa para não ajudar, para evitar o convívio. Não aceito mais prestadores de serviço que não cumprem o combinado, que simplesmente ignoram o que havia sido acordado, que dão canos seguidos sem nem se preocupar em se justificar.
Já me saturei das pessoas que vivem com preguiça. Que estão sempre desanimadas, que arrumam doenças a torto e a direito. Não tenho mais saco para quem lota minha caixa de e-mails de mensagens com vírus, que liga no telefone do meu trabalho, da minha casa ou no celular para tentar me vender um monte de coisas que não me interessam.
Ninguém é santo, muito menos eu. Mas as relações pessoais estão ficando tão chatas, que, desculpe-me, às vezes é preciso desabafar.
