Mente Sadia: Não à violência
Outubro 23, 2010 Nenhum comentário
Se de fato queremos um mundo melhor, temos que agir.
Não adianta nos escandalizarmos a cada notícia de violência contra a mulher, o cachorro, a criança, o idoso, as tribos minoritárias etc., pois existiram, existem e continuarão existindo a prática da violência.
A proporção, sim, pode ser alterada para menos, com atitudes corretivas.
A família. A família, como é de costume dizer, “é à base da sociedade”, e é nela, na matriz social, que detectamos os embriões da violência. Muito se discute onde é que fica o ponto de equilíbrio entre a autoridade dos pais e suas responsabilidades como educadores e as ações no sentido de educar.
Há vários tipos de violência, das mais explícitas, que se traduzem em agressões físicas e morais, àquelas veladas, escamoteadas, mas que em profundidade causam danos tanto quanto as visíveis.
Pais que seriamente ou de brincadeira desqualificam os filhos com apelidos, comparações, afetam a autoconfiança dos filhos, a crença de que serão capazes de lidar com dos desafios da vida.
Pais por demais exigentes, que só cobram – inclusive mais do que dão bons exemplos – acabam por evidenciar só as “falhas dos filhos”, os “defeitos”, contribuindo para uma autoimagem distorcida, envergonhada, insegura, que, no futuro, adolescente e adulto se revelará com traços de uma falsa timidez, ou, no outro extremo, como uma pessoa que se comporta como a melhor, a mais experiente, a que sabe tudo.
Pais ausentes, que deixam também de cumprir com seus papéis, causam danos tanto quanto os que exageram na dose, pois não desenvolvem nos filhos o sentimento de pertencimento, de importância, de valor, de segurança. Se quisermos diminuir a violência, precisamos intervir onde ela é produzida, seja corrigindo nossos próprios comportamentos, seja alertando nossos amigos – quando houver condições para isto.
As instituições formadas para esse fim (conselho tutelar, escolas, juizados), detectando problemas, não podem se fazer omissas, precisam ajudar as pessoas que confundem educação com oportunidades de destilar seus venenos, judiando dos mais frágeis – que amanhã poderão ser monstros ou doentes funcionais.
Mesmo de adulto para adulto, temos o vício de julgar, condenar, escrachar o outro. Muitas vezes aceitamos também que nos desrespeitem com piadinhas, apelidos que interferem negativamente na autoestima. Vigiar e orar, para cometermos menos erros, com os outros e com a gente mesmo, pois se não nos respeitarmos e fazermos valer o nosso bem estar, como seremos capazes de ajudar o outro?
