Corpo Sadio: Exercite-se por bem-estar, por prazer, não para se machucar
Agosto 28, 2010 Nenhum comentário
Tempos atrás, o jogador de futebol Ronaldo voltava à ação depois de quase um ano parado, devido a uma cirurgia de joelho. Entrou no segundo tempo da partida contra a Lazio, em Roma, e em sua primeira arrancada com a bola após meses de recuperação desabou. A imagem do exato instante em que o craque se contunde novamente, com seu joelho visivelmente saindo do lugar, além da expressão revelando uma dor intensa, correu o mundo.
Aqui, programas de auditório, de variedades, de celebridades e até revistas semanais que normalmente se dedicam à política ou economia deram destaque ao drama daquele que viria a ser nosso principal jogador na Copa de 2002.
Quem não estava acostumado com termos como patela, ligamentos anteriores e cruzados ou tendões passou a ter uma certa noção do assunto, tamanho o número de entrevistas e opiniões de especialistas que apareceram na mídia.
O excesso de esforço físico da rotina profissional de Ronaldo no momento, aliado a uma sobrecarga em seus membros inferiores, foi apontado até como o fim precoce de sua carreira. O Fenômeno foi jogar na Europa com menos de 17 anos e era visivelmente muito mais franzino e menor que do que a forma muscular e até obesa, diziam alguns. Os joelhos de um Ronaldo “bombado” não teriam nascido para tamanha exigência.
Joelhos e tornozelos causam muita dor de cabeça também a ginastas e jogadores de vôlei, pois tratam-se de esportes que envolvem um número alto de saltos e seguidas pisadas em torno do chão. Ainda existe a pressão quase desumana sobre quem é atleta de alto nível.
Acontece que algumas contusões de atletas amadores, geralmente despreparados, são as mesmas dos nossos ídolos do esporte. E também ficamos dias e até meses de molho num quarto de hospital ou sem poder sequer pisar no chão.
Assim como eles, precisamos de sessões de fisioterapia e alguns cuidados posteriores para a recuperação. Eles ficam de repouso nessa fase e ainda ganham seus salários como atletas profissionais, afinal isso faz parte do contrato e da carreira.
Já nós temos outras obrigações da rotina, como trabalhar, estudar, cuidar da família ou filhos, namorado, fazer compras e mais. Tarefas que, não podemos negar, ficam bem mais difíceis de lidar nessas horas.
Se você não quer sequelas por fazer um exercício errado durante muito tempo ou sentir a dor e o susto de uma ruptura de ligamento, fique atento: oriente-se sempre por um bom profissional em Educação Física e não deixe seu corpo exceder os limites.
