Mente Sadia: Adoção, sociedade e confusão
Junho 4, 2010 Nenhum comentárioAdoção, seja de maus hábitos que se tornam vícios; de um animal por pena, ou mesmo para “preencher” o vazio deixado pelo falecimento de outro; de uma criança, para ter alguém que cuide de você na velhice etc., poderá – com grandes chances – trazer mais problemas do que soluções. Adotar significa trazer para si, de forma espontânea, o que até então não lhe “pertencia”. Sendo um ato espontâneo, de nada adianta ficar terceiri-zando as responsabilidades, achando que os outros têm obrigação de ajudar, ou assumir o papel que foi escolha sua.
Se adotares maus hábitos, cedo ou tarde as consequências chegarão, podendo até atrapalhar a vida de quem convive contigo, mas o maior prejuízo deverá ficar por conta de quem fez más escolhas, ou escolhas equivocadas, e deve arcar com as responsabilidades das mesmas.
Assim como quem contrai uma sociedade, seja um casamento, um negócio, um projeto, aí também impera o livre arbítrio, a livre escolha, a responsabilidade pelas consequências.
Você pode estar imaginando: “Ah! Mas tem situações imprevisíveis, que só descobrimos no andar da carruagem!”.
É, é assim mesmo, via de regra não temos de antemão o que virá pela frente; existem riscos calculáveis e incalculáveis. Contudo, sempre há riscos, sejam maiores ou menores, e esse fato não devemos negligenciar, seja quando decidimos adotar – seja lá o que for – ou construir uma sociedade. Confusões acontecem por vários motivos: erro de estratégia, ausência de clareza sobre os reais desejos, atitudes precipitadas, imaturidade, excesso de confiança, falta de assertividade, por enganar-se a si mesmo, por birra, infantilidade, teimosia… Então, que as confusões existem, existem, isso é inquestionável, porém, podemos nos atrelar a elas, nos acostumarmos – por incrível que pareça – e fazermos das confusões um modo de viver.
Tem muita gente assim, aprendeu a se meter em confusões e adora uma; se não tem, logo vai dando um jeitinho de criar as condições necessárias para “entornar o caldo”, pois já não sabe mais viver sem “as emoções das confusões”.
(continua na próxima semana)
