Mente Sadia: Política partidária

Maio 20, 2010 Nenhum comentário

Calma, não precisa se desinteressar pela leitura deste texto em função do título. Foi mais uma oportunidade de aprendizagem que encontrei ao acompanhar ocasionalmente as composições de partidos e candidatos para as próximas eleições.

Em textos anteriores, abordei em parte problemas sociais que criam uma nova forma de viver em sociedade: são os chamados moradores de rua, os quais aparentemente vivem à margem do trabalhador, do aposentado, do desempregado, da família, mas interagem, com histórias reais ou inventadas, em busca de satisfazer suas necessidades imediatas: alimentos e, via de regra, drogas.
Geralmente, são pessoas que se apresentam com baixo nível de tolerância às frustrações; revoltam-se, se rebelam, maldizem aqueles que se negam a “ajudá-los”; falam em humildade, quando na verdade se comportam como ditadores em relação aos outros, que deveriam obedecer suas ordens/pedidos; colocam-se em posição de miséria, abandono, desrespeito a si mesmos, mas se chocam quando assim são tratados por aqueles que repetem a fórmula, seja por intolerância, medo, ignorância etc.

Normalmente, os pedidos são de ajuda, mas escondem dos outros e de si mesmos a verdadeira intenção: perpetuar a situação!
Como costumo dizer: “Não há parto sem dor, assim como não há crescimento sem parto”, queiramos ou não. E o que temos é uma parte da população, representada aqui pelos “moradores de rua”, que se afastam de seus compromissos, abdicam de suas responsabilidades, vivendo à margem dos acontecimentos. Somos, sim, responsáveis pelos nossos destinos!

Estamos transitando entre o período “Quem pode manda, quem tem juízo obedece” e a fa-se do diálogo, do convencimento, do partilhamento do poder. Na política, dominada muito tempo pelos “coronéis”, não foi diferente.

Mas hoje o cenário aponta para uma nova forma de fazer política, isto é, os partidos e suas coligações estabelecem critérios e estratégias para alcançar seus meios e seus fins, independentemente do desejo de um cidadão. Anteriormente, parece que os mais poderosos, e por que não dizer os mais temidos, davam as ordens e os demais obedeciam.

Hoje assistimos políticos de “carteirinha” tendo que se curvar a decisões do partido, tolerar as frustrações dos desejos não atendidos, se postarem frente às câmeras de televisão com cara de paisagem e dizerem que acataram a decisão.

Isso é uma demonstração de democracia, amadurecimento, compreensão de que nem sempre ganhamos, mas nem por isso devemos desistir. Se temos objetivos, temos que lutar por eles. Se não os temos, devemos criá-los, pois do contrário a vida fica muito vazia.

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