Mente Sadia: Delicados momentos

Maio 28, 2010 Nenhum comentário

Há momentos em que passamos pela vida fazendo coisas, sem que tenhamos consciência, atenção ao que realizamos. Em outros, supervalorizamos fatos, ideias, conceitos, nos pondo críticos ou neuróticos em relação às coisas que elegemos para ter importância em nossa vida.

A partir das escolhas (conscientes ou não), podemos ter uma vida mais tranquila, rica, interessante, ou conturbada, encrencada, tediosa. Tudo é uma questão de escolha.
Há pais com filhos adoráveis, exemplos de educação, respeito, sendo bem relacionados, bons alunos, tudo o que muitos pais desejariam, porém, por dificuldades internas, estes pais, agraciados pelos belos filhos, não são capazes de valorizá-los, respeitá-los, encaminhá-los para a vida de forma amorosa; referem-se a eles (filhos) como problemas, causadores de despesas, incômodos, rivais a serem combatidos.

Por outro lado, há filhos “problemas”, possuidores de pais adequados, que se esforçam para que as coisas deem certo, buscando contribuir, da melhor forma possível, para o bom desenvolvimento dos filhos.

Nesta matemática da vida, quando pais problemáticos geram filhos problemas, via de regra os resultados são danosos tantos para as próximas gerações, quanto para a sociedade.
Quando pais adequados geram filhos problemas, as chances destes se reequilibrarem e causarem menos danos a si mesmos e à sociedade tornam-se potencialmente possíveis.
Quando pais adequados geram filhos adequados, temos a possibilidade de uma sociedade mais sadia, mais próxima do nosso ideal de convivência.

Exemplo de bons pais, mas equivocados no encaminhamento dos filhos, são aqueles que não percebem as reais necessidades dos filhos, educando-os segundo as suas verdades, ignorando a realidade dos filhos.

Por exemplo: uma adolescente, focada nos estudos, deseja ser aprovada nos vestibulares que irá prestar, para estudar em escola pública, cuja concorrência é grande, e vencer os mais preparados.
Os pais negligenciam essa necessidade (estudar exaustivamente), achando que a garota tem que ajudar mais nas tarefas de casa, pois “fica o tempo todo trancada no quarto estudando”.

Ora, sendo o objetivo passar em uma escola pública, o que a garota tem a fazer é estudar mesmo, o máximo que puder e for saudavelmente apropriado, para que tenha mais chances de obter êxito. Isso não será para a vida toda, mas sim por um período de extrema importância.

Pais, de uma forma geral, sempre devem estar atentos. Mas, principalmente na adolescência dos filhos, que por si só já é complicada, devem aliviar a pressão sobre eles, procurando estar mais à disposição para ajudá-los, escutá-los, orientá-los…

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