Mente Sadia: Chamamento
Maio 2, 2010 Nenhum comentárioAlém das questões individuais que nos afligem – uma gripe, conjuntivite, uma noite mal dormida, doenças oportunistas, dis-funções emocionais, a morte do outro que nos toca, nos colocando frente à frente com a nossa própria vida e o que estamos fa-zendo com ela, as amizades, as inimizades, os legais e os inconvenientes, as dificuldades de relacionamentos, as ambições, as frustrações, o envelhecer, as perspectivas e tantas outras coisas que fazem parte da nossa vida -, hoje estamos diante de um mundo em constantes transformações.
Não que ele (o mundo) tenha sido estável, vagaroso. É que, de uns tempos para cá, tudo parece mais ágil. Nem bem comemoramos Natal, Ano Novo e já estamos em fevereiro, logo será março, abril, e sem que nos demos conta, lá já estaremos nos preparando para mais um final de ano.
Tem sido assim, o tempo está a galope, por isso tenho dito a quem pretende estudar, abrir um negócio, trocar de casa, arranjar um marido etc.: “Faça!”. Pois se você fizer, o tempo passa; se não fizer o que quer, ele passará também, sem nenhum constrangimento ou espera porque você estava esperando por isso ou aquilo para realizar seus desejos.
Parece que este tem sido o tema: Chamamento. Estamos constantemente sendo chamados a assumir nossas responsabilidades sobre a nossa vida. Chega de responsabilizarmos os outros – sejam eles quem forem – por não estarmos fazendo a nossa parte. Em nada isso vai nos aliviar do que compete a nós realizar.
O ser humano está sendo posto à prova na sua capacidade de evoluir – quer queira ou não. A ele não está sendo perguntado se quer; estão chegando as oportunidades de fazê-lo.
Quanto à ganância, o desejo desenfreado da supremacia de uns em relação aos outros, da corrida armamentista, do enriquecimento de uns às custas do empobrecimento de muitos, do mau uso dos recursos naturais, do aquecimento do planeta e suas consequências, são meras oportunidades para que o homem se reveja frente a si mesmo e decida dar um passo adiante.
Não é ele capaz – como muitos pensam – de destruir o mundo, a não ser a si mesmo, pois o mundo é bem maior do que este grande parque de diversões, no qual uns se divertem e outros “brigam pelos brinquedos”.
As mudanças planetárias estão em andamento, à revelia do desejo de quem as rejeita. Constantemente estaremos assistindo o resultado disso. Nada tendo a ver com castigo divino, mas sim com um processo de mudanças que hoje não compreendemos, mas aponta para um futuro melhor.
