Mente Sadia: Jogo de Xadrez
Março 11, 2010 Nenhum comentárioHá muito tempo, não jogo o jogo de Xadrez. Antes de conhecer as regras, os passos, o valor das peças etc., pensava ser algo muito difícil, só para pessoas privilegiadas intelectualmente. À medida que fui aprendendo a jogar, jogando – e muitas coisas na vida são assim: aprendemos fazendo, não apenas tendo uma ideia a respeito -, fui percebendo que, mais do que saber jogar, isto é, aplicar as regras do jogo, imaginando qual a melhor forma, aprendi também que se trata de um jogo que exige paciência e reflexão.
Hoje, nos tempos ditos modernos, parece que paciência e reflexão são sinônimos de perda de tempo, de algo fora de moda. E assim caminha a humanidade. Em não querer “perder tempo”, acelera as necessidades, tornando urgentes quaisquer eventos.
Por exemplo: os computadores precisam ser cada vez mais ágeis; a fila no supermercado não anda; o ônibus demora a chegar; o próximo salário então, – ah! esse ganha!-, parece vir de bicho preguiça.
Contudo, vez por outra, temos a nítida sensação de que o tempo está passando rápido demais, sem nos darmos conta de que nós contribuímos para seu aceleramento.
REFLETIR, então, para quê? Já foi mesmo, não adianta “perder tempo” com o que já passou, o negócio é tocar adiante!
Quando digo “refletir”, estou dizendo: pensar a respeito de; ver por outros ângulos; imaginar outras saídas; evitar repetir os mesmos erros por vício de comportamentos. É certo que a fila anda, mas se pudermos ao menos ter ideia de para onde ela vai, talvez possamos optar em mudar de fila.
No Xadrez é assim: passamos tempo refletindo por qual caminho teremos mais êxito, e só avançamos ou retrocedemos se temos naquele momento a compreensão de que, analisadas as possibilidades, é o melhor que podemos fazer.
Na vida, não é diferente, há momentos em que temos que agir e ponto, mas, em outros, podemos imitar as estratégias do Xadrez, analisar as “jogadas”, retroceder quando for possível e necessário, irmos adiante quando estivermos seguros de que estaremos fazendo, entre as opções, a melhor delas.
Como disse no início, há muito tempo não jogo o jogo de Xadrez, mas na medida do possível, tenho aplicado no cotidiano seus princípios – “uma peça por vez” – e desta forma tenho conseguido muito. Está aí uma ideia!
