Mente Sadia: Invictus
Março 19, 2010 Nenhum comentário“Invictus”: filme que narra a história de um homem “predestinado” a fazer diferença em sua trajetória pela Terra.
O filme, sustentado por uma história verídica, inicia com a saída de Mandela da prisão e sua eleição para presidir um país dividido entre o poder dos brancos e suas regalias e a miséria dos negros e suas humilhações.
Um belíssimo filme para quem conhece um pouco da história e se sensibiliza com as questões sociais marcadas pelo preconceito, ignorância, atitudes de covardia, abuso de poder e visão estreita do que é a vida neste planeta.
Assim como o líder Mandela sai da prisão do seu corpo, após 30 anos, por ter sido condenado pelos atos “comunistas”, e estrategicamente consegue, de forma pacífica, “unir” o país, também o autor consegue transcender a lógica comum de uma obra de arte, como o cinema, e articular acontecimentos isolados, interligados pelo texto e contexto, fatos e cenas que levemente vão nos tocando e nos distanciando emocionalmente de todo o caos representado por anos de apartheid (separação racial).
Parece que tem sido assim: no passado – e espero que assim seja -, as conjunturas permitiam que “homens” de braços fortes e cérebros fracos assumissem posições de poder para garantir a supremacia da classe do-minante a qualquer custo, ou para sustentar ideologias separatistas que beneficiavam parte da população, enquanto os “inimigos” sofriam as mais diferentes formas de perseguição.
Parecia estarmos vivendo uma era patrocinada por Lúcifer, que, magoado com Deus por tê-lo contrariado, queria se vingar, insuflando a raça humana à bar-bárie, enviando grandes líderes com objetivos claros de confirmar que Deus se equivocou ao criar tal espécie. Mesmo que, de tempos em tempos, surgissem os voluntários do bem. Estes eram perseguidos até a morte por estarem na contramão do mal. Hoje parece estarmos vivendo uma nova era, na qual os atos humanos desumanos passam a ser condenáveis, repreensíveis, por uma nova mentalidade que não concebe mais que um ser abuse de seu poder e subjugue outro ou outros.
Uma nova era traz resquícios da anterior, mas aponta para uma virada, da qual despencarão todos aqueles que não se adaptarem a uma nova forma de viver.
