Apesar de críticas, reitores de MG não descartam Enem
Março 19, 2010 Nenhum comentárioApós uma carta do Fórum das Comissões de Processos Seletivos de Minas Gerais tecer críticas sobre o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os novos reitores de duas universidades mineiras disseram que o órgão não fala por eles e que continuarão utilizando ou avaliando se usam ou não a prova como parte de seus processos seletivos.
Na carta, o fórum diz que tanto o Sisu quanto o Enem estão em “descrédito” e que a realização de um novo exame após as eleições poderá “trazer complicações para o primeiro semestre letivo de 2011″. Além disso, o órgão critica o número de questões da prova e a escala de notas do exame.
“Não é uma carta autorizada pela universidade”, afirmou o novo reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Clélio Campolina. Decidir se continua usando o Enem ou não, de acordo com Campolina, é decisão do conselho universitário da instituição e que, neste ano, a UFMG não utilizou a nota do exame porque o vestibular já estava acertado. “Não temos nada contra o Enem”, disse.
Já o novo reitor da Universidade Federal de Alfenas (Unifal), Paulo Márcio de Faria e Silva, disse que foi surpreendido com a carta ao chegar para a posse, em Brasília. “Foi uma infelicidade de pessoas que se manifestaram de forma açodada”, afirmou. A Unifal utilizou a nota do Enem para a seleção.
Universidades no estado podem, no entanto, dispensar o resultado do Enem para as seleções do meio do ano e fazer seus processos seletivos próprios.
Haddad
O ministro Fernando Haddad, que deu posse aos dois novos reitores nesta quinta durante cerimônia no MEC, reforçou a afirmação dos novos dirigentes. “Tem dois reitores aqui [Campolina e Faria e Silva] que dizem ´não conheço o documento, não passou por mim, não assinaria´”, disse.
O MEC diz que “questiona a representatividade e a autoria do documento” e afirma que “ficou bastante claro” que “todas elas [as instituições] reafirmam seu apoio e sua satisfação pelo processo de seleção”.
O texto feito pelo fórum tinha o apoio das comissões das duas instituições. O presidente do fórum, José Margarida da Silva, disse ao G1 que os reitores “estão corretos” em dizer que o órgão não fala pelas instituições. “Nós, realmente, não temos o poder de falar pelas instituições. Não é uma análise de administrações superiores”, afirmou. Ele disse que a carta serviu somente como uma avaliação da situação.
