Gravidez precoce prejudica estudo

Janeiro 21, 2010 Nenhum comentário

Gravidez precoce prejudica estudo

As perdas de maior impacto na vida de meninas adolescentes que ser tornam mães são a evasão escolar e a baixa inserção no mercado de trabalho. É o que aponta uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que teve como base o questionário de qualidade de vida modelo “WHOQOL abreviado”, da OMS (Organização Mundial de Saúde). O estudo mostra que é no domínio social que as mães adolescentes têm menos qualidade de vida, comparando-se com adolescentes não mães.

Por seis meses, entre novembro de 2008 e abril de 2009, foram acompanhadas 116 adolescentes, mães e não mães, que são atendidas no ambulatório de Planejamento Familiar da Unifesp e que responderam a dois questionários, sendo um deles com dados sociodemográficos. Pelo WHOQOL, foram investigadas questões em quatro domínios: físico (dor e desconforto, sono, atividades físicas, dependência por medicamentos, capacidade para o trabalho); psicológico (auto-estima, sentimentos positivos e negativos, imagem corporal e espiritualidade); social (relações pessoais, suporte e apoio social, trabalho, atividade sexual – desejo e satisfação); e ambiental (lar, recursos financeiros, ambiente físico, recreação e lazer). A média de idade das 40 adolescentes mães pesquisadas é de 17 anos e apenas 30% delas frequentam a escola.

Entre as 76 adolescentes não mães, a porcentagem das que estudam sobe para 76%. Foi identificado que 57,5% interromperam os es-tudos devido à gravidez e, destas, apenas 27,5% retornaram após a maternidade. “Ao deixar a escola, a adolescente se isola da sociedade. O encargo reprodutivo da jovem, especialmente de baixo nível socio-econômico, a direciona para a responsabilidade da criação do filho, das obrigações domésticas e do papel de esposa ou companheira. Ao afastar-se do meio social, ela se esquiva do mercado de trabalho e consequentemente se perpetua na dependência financeira”, analisa a pesquisadora Ana Claudia de Souza Campos.

Em relação ao mercado de trabalho, 75% das mães não trabalham, sendo que, destas, 33% não haviam conseguido emprego e 37% afirmaram que têm como ocupação principal cuidar dos filhos e por isso não trabalham. Entre as que não são mães, 63,2% não trabalham, mas a razão para 45% delas é ter o estudo como dedicação principal.

A partir desse estudo, é possível identificar que no domínio social o nível de qualidade de vida das adolescentes mães é baixo. De acordo com uma escala de 0 a 100, estabelecida pela OMS, essas jovens marcam o índice de 66,8, enquanto as não mães registram a média de 75,6. Para Ana Claudia, o resultado foi uma surpresa, uma vez que se esperava que outros domínios da análise fossem os responsáveis pelo maior impacto sobre a vida das jovens.
Para a orientadora da pesquisa, Márcia Barbieri, esses dados são preocupantes especialmente porque, segundo a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS) realizada em 2006 pelo Ministério da Saúde, a fecundidade entre 15 e 19 anos é de 23% do total entre a população brasileira. “Essa é a única taxa de fecundidade que continua crescendo no País”, afirma a professora doutora.

Ela reforça que, com o intuito de colaborar para a prevenção da gravidez no período da adolescência, a Unifesp mantém um serviço de planejamento familiar, coordenado pela co-orientadora da pesquisa, Cristina Guazzelli, que oferece assistência a adolescentes não gestantes a partir de 10 anos idade, com orientação médica, de enfermagem, psicológica e social.
Semanalmente, cerca de 30 meninas passam pelo atendimento mul-tidisciplinar, que envolve assistência ginecológica e orientações sobre se-xualidade, prevenção de gravidez e DSTs (doenças sexualmente trans-missíveis) e higiene feminina. “O suporte preventivo é muito importante para evitar que as meninas tenham filhos sem planejar e acabem reduzindo precocemente suas oportunidades de trabalho e qualidade de vida”, afirma Márcia Barbieri.

Silicone supera lipoaspiração na preferência das brasileiras

Até dois anos atrás, a maioria das cirurgias plásticas realizadas no Brasil era de lipoaspira-ção. Segundo a última pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBPC),  pela primeira vez no país o número de implantes de silicone (96 mil) ultrapassou o número de  lipoaspirações (91 mil). Já se foi o tempo em que a morena do bumbum grande e o peito pequeno era o modelo de feminilidade brasileira. Esse estereótipo deu lugar ao padrão de beleza feminino das americanas: seios fartos e cintura fina. Inspirado no corpo da boneca Barbie que invadiu o Brasil nos anos 80, o gosto da mulher brasileira mudou.

“No início dos anos 90, colocar uma prótese de silicone era muito mais complicado. As próteses usadas eram lisas e o gel que as preenchia internamente era quase líquido. Complicações como a contratura capsular, o famoso enrijecimento do silicone, que fazia a membrana estourar, eram comuns”, explica o cirurgião plástico Lecy Cabral, da SBPC. Atualmente, existem diversas técnicas e tipos de silico-nes específicos para cada perfil de paciente. As próteses ganharam paredes mais espessas, que diminuem o risco de rompimento, além de serem fabricadas com silicone coesivo, que apresenta uma consistência bem macia ao toque, e não se espalha no corpo no caso de uma ruptura.
Seu revestimento pode ser texturizado, liso ou de poliure-tano, escolhido pelo médico de acordo com a paciente e tipo de cirurgia que será utilizada. Existem diversos tipos de prótese com larguras, alturas e até formatos diferentes, tudo depende do que combina mais com o corpo da mulher.
As próteses de silicone podem ser colocadas de diversas maneiras. As mais comuns são ao redor da aréola e na dobra logo abaixo da mama. Uma técnica diferenciada é a colocação da prótese pelas axilas da paciente, com auxílio do vídeo. A vantagem é que a mulher não fica com nenhuma cicatriz na mama.

Para “aumentar” os seios sem cirurgia, há um truque, ensinado pela maquiadora Edy Karan, do Tez Esthétique et Coiffeur, de São Paulo. Segundo ela, com apenas um pó compacto ou um blush marrom ou terracota é possível dar esse efeito. “Basta passar o blush nos seios seguindo a curvatura natural deles, fazendo o próprio movimento do decote. Dessa forma, conseguimos um efeito de profundidade”, diz.

Vejam também

REPORTAGENS

Deixe uma resposta

(obrigatório)

(obrigatório)


Spam Protection by WP-SpamFree

Legião Urbana é homenageada em tributo da MTV Brasil

A MTV Brasil se prepara para realizar um tributo único e surpreendente para homenagear a maior banda de rock...

Norah Jones lança disco inédito com colaboração de Danger Mouse

Com Little Broken Hearts, seu novo disco com a colaboração de Danger Mouse, Norah Jones expandiu sua música, caracteristicamente...

Jota Quest estará no Festival João Rock

Os mineiros do Jota Quest estão confirmados entre as atrações da maratona de pop rock promovida pelo João Rock...

Veja sua galera aqui!

Acesse aqui e veja outras fotos da sexteira com DJ Freeway

Filminho da semana: Sherlock Holmes 2

Com Robert Downey Jr., Jude Law, Noomi Rapace Sherlock Holmes (Robert Downey Jr.) continua desenvolvendo novos disfarces e maneiras de...

Corpo Sadio: Check-up – o que checar?

Nós, médicos, muitas vezes nos deparamos com a seguinte situação: o paciente chega para a consulta e solicita: “Doutor,...

Dica da CI: Concursos

Quer viajar de graça? A CI está cheia de novidades superbacanas para ajudar você a descobrir Qual é o...

Pesquisa mostra que consumo de bebidas alcoólicas pode ser mais precoce entre mulheres do que entre homens

Uma pesquisa da Faculdade de Medicina do campus de Botucatu da Unesp (Universidade Estadual Paulista) constatou que o consumo...

Mente Sadia: Terceirizando a responsabilidade

Mantendo a mesma linha de raciocínio das colunas anteriores, nesta aprofundaremos ainda mais a importância de buscar manter a...

Francamente: Carolina e os funkeiros

“Se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará”. É isso o que diz um adágio conhecido como a...