Sua Grana: O homem e o banco
Outubro 22, 2009 Nenhum comentárioTrês amigos de trabalho estavam conversando na hora do almoço. De repente, toca um dos celulares. Um deles atende, pede licença e sai de lado. Depois de alguns minutos, volta reclamando, dizendo que era do banco. O gerente ligara novamente dizendo que dois de seus cheques haviam voltado e que o cartão de crédito não havia sido pago pelo terceiro mês seguido. Reclamou da vida, do baixo salário, da esposa, do governo… Depois sentou-se e o papo retornou ao futebol.
Conversa vai, conversa vem, e toca o celular de mais um deles. Este também se levantou e até demorou um pouco mais. Ao voltar, em vez de nervoso, mostrou desolamento. Também disse que era do banco. Havia feito um empréstimo pessoal para construir um “puxadinho” na sua residência e agora estava tendo dificuldades para pagar. Disse que ia acabar ficando com o nome sujo na praça e que isso o entristecia muito, pois feria sua dignidade de anos e anos de bom pagador.
Mesmo com o ambiente um pouco pesado, voltaram ao papo – agora um pouco menos empolgante. E toca o celular do terceiro membro da roda. Os outros dois já olharam desconfiados, mas aquele resolveu atender ali mesmo. Disse poucas palavras e acabou o assunto dizendo que “iria pensar”. Ao ser perguntado o que era, disse ser o gerente de seu banco, dizendo se ele gostaria de investir seu dinheiro em uma nova abertura de capital no mercado de ações. Aí, acabou o horário do almoço e voltaram ao trabalho.
CONCLUSÃO: cada um tem o relacionamento com o banco que planta com suas ações do dia a dia.
