Julia Lemmertz e Lígia Cortez interpretam rainhas rivais no teatro
Setembro 11, 2009 Nenhum comentário![]()
Lígia Cortez e Julia Lemmertz
Chega a São Paulo a mais nova montagem do clássico de Schiller Maria Stuart, com Julia Lemmertz no papel-título e Lígia Cortez como Elizabeth I, sob a direção de Antonio Gilberto, idealizador do projeto ao lado do produtor Celso Lemos. A tradução utilizada é a de Manuel Bandeira. Completam o grande elenco Mário Borges, André Correa, Henrique Cesar, Clemente Viscaino, Amélia Bittencourt, Alexandre Cruz, Maurício Souza Lima, Silvio Kavinski, Adriano Motta Toloza, Felipe Lopes e Ednei Giovenazzi em participação especial. O espetáculo estreia no Teatro Sesc Anchieta do Sesc Consolação (Rua Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque – Telefone: 11.3234.3000), em 19 de setembro, sábado, às 21h.
Na equipe de criação, Hélio Eichbauer (direção de arte e cenografia), Marcelo Pies (figurinos), Antônio Bernardo (criação das jóias), Tomás Ribas de Faria (iluminação) e Marcos Ribas de Faria (trilha sonora).
A peça fala do histórico conflito entre as rainhas, primas e rivais Elizabeth I, da Inglaterra, e Mary Stuart, da Escócia. A motivação do diretor Antonio Gilberto para trazer ao o público brasileiro deste início de século XXI a tragédia de Schiller escrita em 1800 é sua atualidade: “Por falar de sentimentos e conflitos tão comuns a nós seres humanos, essa obra de Schiller é um clássico. Por ser um clássico será sempre oportuna e interessante uma nova montagem de “Maria Stuart”, afirma o diretor.
A encenação de Antonio Gilberto concentra seu foco na relação humana dessas duas rainhas e dos personagens que giram em torno das mesmas (em função da disputa pelo poder) A montagem não pretende julgar essa “luta” entre as duas mulheres, mas sim apresentar os conflitos que fizeram parte da relação entre ambas e que culminaram com a morte de Mary Stuart.
SINOPSE
Construído a partir da história real destas rainhas, o texto de Schiller promove o – jamais ocorrido de fato – encontro entre as duas rainhas.
Elas governam a mesma ilha, personificando caráter e idéias de feminilidade opostos, e representando monarquias estabelecidas por poderes considerados divinos. Maria Stuart (Julia Lemmertz), rainha católica de Escócia, e Elizabeth (Lígia Cortez), rainha protestante de Inglaterra, são protagonistas de um drama que envolve sexo, poder, ambição, intriga política e uma rivalidade só resolvida com a morte.
Como rainhas regentes, enfrentaram o preconceito de um mundo dominado pelos homens, foram deploradas por sua feminilidade, comparadas uma à outra e cortejadas pelo mesmo homem. Em toda sua vida, Elizabeth, revestiu-se de coragem para provar ao mundo que tinha coração e a mente de um homem, tão consciente era da convencional inferioridade de ser apenas uma mulher. Mesmo agindo assim, tendo na sua masculinidade a sua força, possuía todas as paixões de uma mulher e as expressava através da manifestação de seu amor pelos seus favoritos e pela ternura por seu povo. Já Maria era vista como imprudente, emocional e suscetível a colapsos nervosos. De temperamentos diferentes, essas rainhas se igualavam no vigor de suas ambições.
