Corpo Sadio: A coluna pede socorro
Julho 23, 2009 Nenhum comentárioSete de cada 10 brasileiros sofrem de dor na coluna.
O problema afeta de executivos a operários, de profissionais liberais a motoristas de ônibus.
Para que o problema não se torne crônico, a chave é manter postura correta e não se render ao sedentarismo.
Já não seria fácil se a modernidade induzisse a hábitos saudáveis. A coluna vertebral começou a padecer quando os primeiros hominídeos desceram das árvores e passaram a equilibrar-se sobre duas pernas. Ser bípede representa um esforço e tanto, já que a posição ereta faz com que a gravidade exerça uma pressão enorme sobre os discos da coluna.
Quando se tem entre 20 e 40 anos, a capacidade de recuperação da coluna, bem como a dos músculos que lhe estão próximos, é maior. As dores duram uma semana no máximo e podem ser curadas com a administração de analgésicos, repouso e massagens. As lesões crônicas aparecem mais tarde. Para evitá-las, é preciso que a pessoa adote quanto antes novos hábitos posturais.
A primeira medida a ser tomada é manter-se sempre próximo do peso adequado. O excesso de gordura abdominal força a coluna lombar, aumenta a pressão entre os discos e sobrecarrega a musculatura.
O segundo ponto é não cair na tentação do sedentarismo. Inatividade leva à flacidez e uma musculatura mole tem que se contrair mais que o recomendável para cumprir sua função de sustentação. A contração excessiva dificulta a circulação sanguínea, aí a dor.
Musculação e exercícios abdominais são os mais indicados para tornar mais resistentes a musculatura do abdome, quadris e costas. Não é necessário passar horas dentro de uma academia.
O que conta é a regularidade dos exercícios, sempre com supervisão de um profissional competente.
Abdominais exigem cuidados redobrados com o pescoço e as costas. Hidroginástica, natação e caminhada são excelentes para manutenção de uma boa postura.
A coluna com certeza vai agradecer se a pessoa renunciar ao tabagismo (sempre ele). Está provado que a nicotina, uma das substâncias do cigarro, dificulta a vascularização dos discos existentes entre as vértebras, o que estimula a sua desidratação e enfraquecimento.
