Sua Grana: Entre regras e prazeres
Maio 22, 2009 Nenhum comentárioDia desses, assisti na TV uma especialista dizendo como deveriam ser nossas refeições diárias. Comer de tantas em tantas horas, não pode isso nem aquilo, refeição farta de manhã e pouca quantidade à noite, sendo tudo em quantidades que não encheriam a barriga nem de um pardalzinho. Carnes vermelhas podem? Sim, mas sem exagero. Algo como um terço de uma linguiça (e assada… não pode fritar). Nutricionalmente, isso pode até fazer sentido. Mas estava eu pensando: e o fator PRAZER?
Apesar de alguns dizerem que o corpo humano é a engenhoca mais perfeita do planeta, não me considero uma máquina. Ter regras rígidas para comer não faz meu tipo. Não sou contra buscar uma vida saudável, muito menos contra nutricionistas. Mas não gosto da paranoia que transforma o prazer da culinária num apanhado de regras do que pode e do que não pode.
Um pouco dessa reflexão serve também para dinheiro. Milito todos os sábados sobre guardar grana para o futuro. Todavia, a intenção não é que a pessoa fique rica e ponto final. A questão é que se tenha dinheiro para viver bem, com a possibilidade de fazer diversas coisas que o dinheiro permite comprar. Cada um sabe o que lhe dá prazer e faz suas escolhas entre consumir isso ou aquilo, hoje ou no futuro. O que me faz bem pode não ser a mesma coisa que meu vizinho almeja. Ser rígido no controle das finanças tem que significar uma melhora no bem estar, senão não vale a pena. De minha parte, controlo minhas finanças de forma a maximizar meus prazeres da vida. Dentre eles, certamente está um churrasco, regado à vários pedaços de picanha e sem peso na consciência!
