Aproximação entre professor e aluno é alternativa para driblar a violência escolar, diz docente da Uniara

Maio 7, 2009 Nenhum comentário

Aproximação entre professor e aluno é alternativa para driblar a violência escolar, diz docente da Uniara

É muito comum vermos nos noticiários e na teledramaturgia cenas de violências em escolas, local que deveria ser um centro de educação. Para a Profª Drª Silvia Helena Ferreira Fortes Bassi, pedagoga e docente do Centro Universitário de Araraquara – Uniara, independentemente da causa, o melhor a ser feito é buscar a aproximação entre o educador e o aluno.

Silvia garante que não é uma tarefa fácil, mas é de grande importância que o professor procure estabelecer vínculos com os alunos que se comportam de maneira violenta para ganhar a sua confiança e assim poder “penetrar” na história de vida de cada um, buscando as causas para o comportamento tão inadequado.

Isto é um possível caminho na busca da solução e/ou amenização da violência dentro da sala de aula. Entretanto, o professor tem uma autonomia relativa enquanto educador e reconhecedor dos limites e das contradições sociais que a escola traz no seu fazer pedagógico, no qual não é independente da sociedade em si, portanto, não garante a construção de uma sociedade de paz.

O professor que está inserido nesse drama precisa buscar nas teorias as bases e as formas de tratar a questão da violência e procurar viver verdadeiramente a escola, e em especial, a sala de aula como um espaço vital, criando um clima de troca e cooperação, respeito mútuo e confiança.

“Uma postura positiva que o educador poderá adotar diante da conduta agressiva do aluno é a de se aproximar dele, assim estará oferecendo-lhe a possibilidade de falar sobre seus sentimentos, problemas e até mesmo seus atos. A relação escola-família, professor-pais ou responsáveis é de suma importância para que o entendimento do comportamento do aluno e para saber lidar com o mesmo.”

O que é violência escolar?

O termo violência é frequentemente confundido com outros que descrevem fenômenos semelhantes como, por exemplo, “maus tratos”, “buylling” e “agressão”. Em algumas definições o foco é a violência física e em outras aparecem também a violência verbal e psicológica.

É uma transgressão da ordem e das regras da vida em sociedade. É o atentado direto, físico contra a pessoa cuja vida, saúde e integridade física ou liberdade individual correm perigo a partir da ação de outros.

Quando se fala em violência escolar, além dos atos violentos que ocorrem entre as pessoas da instituição escola (professores, diretores, coordenadores, funcionários, alunos e pais, entre outros), incluí-se também a violência contra o patrimônio (prédio, material, etc.).

Quais as causas?

Para a professora, não existe um única causa geradora da violência escolar, mas sim numerosas causas que interagem de uma forma complexa. No entanto, quando se recorre ao conjunto de determinantes sociais, o primeiro fator que aparece é a relação entre a pobreza e a violência. Tal raciocínio atribui à pobreza a responsabilidade pela violência social (escolar) e, como consequência, os atos violentos que atingem a unidade escolar seriam mais uma das expressões diretas da situação de miséria. Porém, existe práticas ou episódios violentos nas escolas que atendem a classe média.

Outros fatores que necessariamente precisam ser considerados como causadores da violência escolar é a própria violência desenvolvida e praticada no seio da família; um modelo de educação familiar inconsistente; necessidade de estímulo elevada; baixo nível de autocontrole; inserção em grupos de pares violentos e pressão social; exclusão social por conta de preconceitos; influências do meio ambiente; escolas grandes ou muitos alunos na escola; classes grandes ou muitos alunos por classe; os professores e funcionários não impõem disciplina; violência na televisão, cinema ou videogames; falta de supervisão dos pais; ação de gangues; disponibilidade de armas; violência na sociedade; falta de respeito por parte dos alunos e uso de drogas, tráfico de drogas ou álcool.

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