Professora de Fonoaudiologia da PUC-Campinas alerta sobre perigos do volume alto

Abril 28, 2009 Nenhum comentário

Professora de Fonoaudiologia da PUC-Campinas alerta sobre perigos do volume alto

Trânsito, ônibus cheio, praças de alimentação lotadas e muito barulho. Nessa situação, nada mais relaxante do que colocar um fone de ouvido, ligar o mp3 e ouvir suas músicas preferidas. Essa parece ser a melhor alternativa para fugir da poluição sonora, principalmente nas grandes cidades, e fazer com que o tempo passe de forma mais agradável. Mas, será que essa prática, que se tornou tão comum entre crianças, jovens e adultos, é, de fato, uma boa opção?

De acordo com a diretora da Faculdade de Fonoaudiologia da PUC-Campinas, Mariene Terume Umeoka Hidaka, ficar muito tempo com os fones ouvindo música pode ser tão prejudicial quanto ficar exposto aos ruídos dos ambientes. “O problema é que as pessoas que usam os fones costumam ouvir as músicas com um volume maior do que os ruídos externos, com o objetivo de anulá-los.”

Segundo as Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho, uma pessoa que fica exposta a um ruído de 90 decibéis, por quatro horas no dia, poderá desenvolver uma perda auditiva. “O som do motor de um carro ligado é de aproximadamente 85 decibéis, ou seja, para encobrir esse barulho a pessoa iria ouvir a música no mp3, no mínimo, com um som de 90 decibéis, o que já poderia causar danos auditivos, dependendo do tempo de exposição”, explicou a diretora da Faculdade. “A perda da audição é gradativa. No início a pessoa pode sentir um zumbido permanente no ouvido, passando pela irritabilidade ao som até a perda auditiva”, completou a diretora da Faculdade de Fonoaudiologia.

Mesmo consciente dos problemas auditivos que pode vir a ter, a estudante Gabriela Oliveira, do 1º ano da Faculdade de Enfermagem, diz usar o fone de ouvido em todos os períodos do dia, pois adora música. “Sei dos problemas que podem me causar, mas quando chego ao ponto de ônibus, a primeira coisa que faço é colocar o fone”, afirmou Gabriela.

Outro adepto da utilização de fones de ouvido é o estudante de Medicina Thiago da Costa Travassos. O aluno disse que costuma usar esse recurso para se concentrar nos estudos, como uma forma de se desligar do que está acontecendo ao seu redor. “Ouço mais em ambientes que não pode fazer barulho, como na Biblioteca. Me ajuda a desligar para eu estudar”, argumentou.

Mas os fones de ouvido não são os únicos vilões para a audição. A professora lembrou que as famosas baladas, shows de rock e o barulho do trânsito, também podem comprometer a saúde auditiva das pessoas. “O problema auditivo é muito comum entre os músicos, por isso que hoje a maioria usa equipamentos de segurança, como protetores auriculares para preservar a saúde”, disse.

Teste

Assumidamente apaixonada por música e dependente dos fones de ouvido, a estudante Gabriela Oliveira aceitou o convite do Jornal da PUC-Campinas para fazer uma avaliação auditiva e verificar sua audição, realizada na Clínica da Faculdade de Fonoaudiologia da PUC-Campinas.

Aluna do 1º ano da Faculdade de Enfermagem, Gabriela tem o hábito diário de usar fone de ouvido. O aparelho, com mais de 700 músicas, já faz parte de sua rotina nos estudos e no trajeto de ida e volta à Universidade. Gabriela conta que adora música, mas procura não colocar o volume muito alto.

Após responder a uma série de perguntas, como o número de horas diárias que fica com o fone do ouvido, volume que costuma ouvir, em que tipo de ambiente, ela foi encaminhada para uma cabina com tratamento acústico, onde colocou um fone de ouvido. Foram emitidos diferentes tons (agudo, grave e médio) e, ao longo do teste, o volume era abaixado até chegar ao mínimo que a aluna conseguia ouvir.

O teste apontou que Gabriela tem uma audição um pouco melhor do lado esquerdo, mas que a audição da aluna está ótima e não foi danificada pelo uso do fone, pois costuma ouvir suas músicas em nível de pressão sonora considerada adequada pelos especialistas. A estudante foi, ainda, submetida ao teste de logoaudiometria (fala), de emissões otoacústicas, que mede o funcionamento das células ciliadas externas do ouvido, e o de imitanciometria, que tem como uma de suas funções avaliar a orelha média do paciente.  

 

Vejam também

SAÚDE E BELEZA

Deixe uma resposta

(obrigatório)

(obrigatório)


Spam Protection by WP-SpamFree

Norah Jones lança disco inédito com colaboração de Danger Mouse

Com Little Broken Hearts, seu novo disco com a colaboração de Danger Mouse, Norah Jones expandiu sua música, caracteristicamente...

Jota Quest estará no Festival João Rock

Os mineiros do Jota Quest estão confirmados entre as atrações da maratona de pop rock promovida pelo João Rock...

Veja sua galera aqui!

Acesse aqui e veja outras fotos da sexteira com DJ Freeway

Filminho da semana: Sherlock Holmes 2

Com Robert Downey Jr., Jude Law, Noomi Rapace Sherlock Holmes (Robert Downey Jr.) continua desenvolvendo novos disfarces e maneiras de...

Corpo Sadio: Check-up – o que checar?

Nós, médicos, muitas vezes nos deparamos com a seguinte situação: o paciente chega para a consulta e solicita: “Doutor,...

Dica da CI: Concursos

Quer viajar de graça? A CI está cheia de novidades superbacanas para ajudar você a descobrir Qual é o...

Pesquisa mostra que consumo de bebidas alcoólicas pode ser mais precoce entre mulheres do que entre homens

Uma pesquisa da Faculdade de Medicina do campus de Botucatu da Unesp (Universidade Estadual Paulista) constatou que o consumo...

Mente Sadia: Terceirizando a responsabilidade

Mantendo a mesma linha de raciocínio das colunas anteriores, nesta aprofundaremos ainda mais a importância de buscar manter a...

Francamente: Carolina e os funkeiros

“Se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará”. É isso o que diz um adágio conhecido como a...

Estudante é a nova rainha do rodeio de Americana

A estudante de Odontologia, de apenas 20 anos de idade, Thaís Rissato Gonzales, foi eleita na noite deste sábado...