Tributo aos Mamonas Assassinas: Pandemya presta sua homenagem no Bar da Montanha
Março 12, 2009 Nenhum comentário![]()
Banda Pandemya faz sua homenagem aos Mamonas Assassinas
No dia 2 de março de 1996, um jatinho Learjet, prefixo LR-25D – PT-LSD, chocou-se contra a Serra da Cantareira, no interior de São Paulo. Todos os seus ocupantes morreram, entre eles Dinho, Bento Hinoto, Júlio Rasec, Samuel Reoli e Sérgio Reoli. O quinteto formava os Mamonas Assassinas, fenômeno musical brasileiro, que chegou a vender 50 mil cópias por dia de seu único disco de estúdio, lançado em 1995. Praticamente todas as músicas do álbum viraram hits, entre elas “Vira-Vira”, “Pelados em Santos” e “Robocop Gay”.
O acidente aconteceu um dia antes da viagem que os Mamonas, banda formada em Guarulhos, faria a Portugal, dando início a sua carreira internacional. Nessa época, na cidade onde a banda surgiu, estava em plena atividade um fã-clube, que dera inclusive origem a uma banda cover dos Mamonas, a Somrisal. O nome, aliás, foi sugestão do próprio Dinho, vocalista e integrante de maior visibilidade dos “originais”. A banda cover segue em atividade, assim co-mo o fã-clube, que promete pres-tigiar, hoje, a partir das 22 horas, no Bar da Montanha, o tributo anual que os limeirenses da Pandemya prestam aos Mamonas, em data próxima à morte do grupo.
“Ainda não conheço o trabalho da Pandemya, mas faço questão de prestigiar mais um grupo que tem como objetivo homenagear os Mamonas”, avisa o mecânico Cléber dos Santos, de 26 anos, que cuida da produção da Somrisal e é um dos administradores do blog www.mamonasassassinas.blogger.com.br, claro, totalmente dedicado a Dinho e companhia. Cléber se lembra que na época do auge dos Mamonas a internet ainda era incipiente e tudo era escrito à mão. “Tomávamos conta de todas as cartas que o Dinho recebia, precisamos de uma sala inteira para arquivá-las”, conta.
Com o fim da banda, o fã-clube, como era de se esperar, tomou um forte baque e seus integrantes acabaram se distanciando. Mas a popularização da internet possibilitou o resgate do trabalho e hoje a comunidade Somrisal no Orkut tem mais de 700 membros. E Cleber garante que entre eles tem muita gente que ainda era bebê quando os Mamonas estavam no auge. “Eu pensava que todos se esqueceriam dos Mamonas em dois anos, mas já se passaram 13 do acidente e ainda continuam buscando informações sobre as famílias, documentário e outras coisas”, garante. Isso fez inclusive com que ele e duas amigas resolvessem manter em atividade o blog, que seria encerrado. O mesmo se deu com a banda Somrisal. “Pensamos em parar e deixar a nova geração continuar a saga dos Mamonas, mas ainda recebemos muitos convites para shows em homenagens e festas de aniversário”, diz Cléber.
O fã-clube mantém uma convivência próxima dos familiares dos Mamonas, que costumam participar de encontros dos seguidores da banda. Para o show de hoje, Cléber avisa que trará membros do fã-clube, arquivos inéditos (dos quais não dá mais detalhes) e objetos pessoais dos Mamonas. É uma forma de dar mais peso ao tributo em Limeira, já que a própria Prefeitura de Guarulhos, segundo ele, não programou nada especial para marcar a data. Trará também a indignação pelo fato de, 13 anos depois do acidente, as causas da queda do avião não terem sido totalmente escla-recidas.
“Sou um profissional da música por causa dos Mamonas Assassinas”
Em seu tributo aos Mamonas Assassinas, a banda Pandemya terá uma formação especial: Pirickas no vocal, Estevan na guitarra, Fosko no baixo, Gabriel nos teclados e Alexandre na bateria. Na segunda parte do show, a banda voltará à sua formação normal, com Pirickas na bateria e Paula Piran nos vocais, para um set de covers de sucessos nacionais e internacionais. Confira entrevista sobre o show com o Pirickas.
Desde quando vocês fazem cover dos Mamonas? E como surgiu a ideia?
Nossa primeira homenagem aos Mamonas ocorreu em 2006. Preferimos encarar esse projeto como tributo, e não cover. Nossa intenção sempre foi relembrar os bons momentos que os Mamonas nos proporcionaram. Acima de tudo, somos fãs de carteirinha deles.
O que vai rolar no show?
A galera pode esperar um show completo, brincadeiras, sorteio de brindes surpresas, músicos à caráter. Tocaremos o único disco lançado por eles na íntegra e mais alguns bônus feitos por eles na época, lembrando que na segunda parte do show a Pandemya volta mandando muito rock e pop.
Quem são os fãs dos Mamonas hoje, aqueles que os viram no auge ou tem gente mais nova também?
Acho que são os dois. Tem fãs nos nossos shows que choram quando fazemos o tributo, e ainda vemos a criançada cantando as músicas de cor por aí.
A memória dos Mamonas vai ficando mais distante com o tempo?
Difícil dizer, a mídia lembra apenas da morte deles, ou seja, muito raro vermos por aí um show deles, ou clipe. Enfim, várias bandas tocam Mamonas ao vivo, e ainda existem bandas cover, então, como Dinho dizia, chega a ser uma faca de “dois legumes”.
Por que você vai pro vocal no cover dos Mamonas?
Pra mim, é um tesão representar o incomparável Dinho. Aliás, estou mais pra gorDinho. (Risos) Costumo dizer que hoje sou um profissional da música por causa dos Mamonas Assassinas.
