Biquíni Cavadão lança CD e DVD ao vivo com grandes sucessos do rock nacional

Março 26, 2009 Nenhum comentário

Biquíni Cavadão lança CD e DVD ao vivo com grandes sucessos do rock nacional

Biquini Cavadão

O Biquíni Cavadão está de volta aos anos 80. Com o CD e o DVD “80 Volume 2″, a banda resgata 14 músicas que fizeram sucesso naquela época de ouro do rock nacional. Na verdade, este projeto é a segunda viagem de Bruno Gouveia (vocal), Miguel Flores (teclados), Álvaro Lopes (bateria) e Carlos Coelho (guitarra) ao período, quase oito ano após a primeira incursão, com “80″, que teve grande aceitação do público.
Aliás, foi essa recepção ao volume 1 que motivou o Biquíni a topar regravar uma nova seleção de rocks nacionais, escolhendo músicas de Engenheiros do Havaí, Legião Urbana, Ira! e outros, que fizeram parte do set list do show gravado no Disco Voador, no Rio. Nesta entrevista exclusiva ao PLUG, Bruno, 42 anos e pai de um menino de sete meses, fala sobre esse trabalho e o momento da banda.

Como surgiu a ideia de lançar uma nova seleção de hits do rock nacional interpretados pelo Biquíni?
O primeiro disco, “80″, lançado em 2001, havia sido um sucesso. Naquela época, gravamos o disco apenas em estúdio. Havíamos planejado lançar um DVD daqui a uns anos, pois não gostaríamos de repetir muito as músicas de sucesso que já haviam sido gravadas no nosso primeiro DVD. Eis que surgiu o convite da Som-livre para gravarmos um “80″ ao vivo. Adoramos a ideia e isto nos fez criar um novo repertório para este registro ao vivo. Em particular, fiquei muito animado, pois o Biquíni supre minha vontade de interpretar, além de compor, claro.

Quais foram os critérios para definição das músicas que entrariam?
Primeiro, selecionamos o que seria fundamental para qualquer um entender o que foi a década. Fizemos uma lista de bandas até chegarmos a 18. Duas internacionais também entraram. Para cada artista, tentamos chegar a um consenso e o que mais pesou foi a maneira como interpretamos cada uma destas músicas. Seria chover no molhado apenas tocar os arranjos como eles eram.

Quem é o público do Biquíni hoje: os ex-adolescentes dos anos 80 ou quem conheceu a banda mais recentemente? Ou os dois?
Creio que os dois. Temos hoje a vantagem de ter um show família: os pais vão com os filhos aos shows… Ou vice versa. (Risos)

 Vocês sempre foram muito ligados na internet e você, particularmente, cuida com carinho dos contatos virtuais da banda, inclusive com um blog sempre atualizado. Isso ajuda a atrair os fãs mais jovens?
Isso na verdade me ajuda a entender quem são nossos fãs, mais do que funcionar como estratégia de marketing. Sempre gostei de internet e faço isso com naturalidade.

Por que o velho e bom rock brasileiro dos anos 80 ainda faz tanto sucesso?
Como diria Evandro Mesquita, da Blitz: música boa não tem prazo de validade.

Por que é tão difícil repetir aquele movimento?
A década de 80 se inseriu num contexto específico: fim da ditadura, da censura e o rock como estilo musical pronto para disparar aquilo que havia sido entalado na garganta de tanta gente. O rock serviu como desabafo.

Qual o segredo para se manter na ativa tanto tempo?
Ter paciência nos momentos de baixa, muita humildade nos momentos de alta, respeito ao público e fazer cada show como se fosse o primeiro da vida!

Além da idade, quais as diferenças do Biquíni de hoje daquele que estourou nos anos 80?
Estamos sempre amadurecendo um pouquinho, aprendendo novidades, ouvindo novos estilos e projetos. Aprendemos muito com o tempo e queremos sempre aprender mais e mais.

Você parecem estar numa turnê permanente. Como as músicas do disco novo têm entrado nos shows?
As músicas do “80 Volume 2″ entram naturalmente no show e, por serem tão conhecidas, tornam a apresentação uma festa sem hora pra acabar, mas não nos concentramos nestas músicas, tocamos de seis a oito. O resto é repertório do Biquíni dos 80, 90 e 2000.

Você listou no site da banda as 20 cidades que mais viram os shows do Biquíni. O Rio está disparado na frente e tem outras cidades fluminenses no ranking. Entre as paulistas, só a capital. Falta mais afinidade entre a banda e São Paulo?
Afinidade nós temos, haja vista as repercussões nos shows que fizemos. Quanto ao número de shows, vale lembrar que o estado de São Paulo é o segundo maior em número de cidades (só perde para Minas) e que é o terceiro colocado em número de shows, com 216 apresentações. O que ocorre é que muitas cidades nos viram (mais de 50) mas não com uma grande frequencia. Por outro lado, a abrangência foi em todas as regiões, do vale do Paraíba ao Pontal do Paranapanema. Esperamos que neste ano aumentemos ainda mais essa lista.

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