Mulheres de 30 anos assumem novos papéis na sociedade
Dezembro 23, 2008 Nenhum comentárioA evolução humana e comportamental é inevitável. Se será boa ou ruim, cabe a cada um julgar. Uma mudança visível ocorreu com as mulheres. Antigamente, aos 30 anos, elas estavam casadas há tempos e com filhos. Isso mesmo, em média, cada uma tinha quatro ou cinco crianças. Nos dias de hoje, é inconcebível pensar numa família assim. Afinal, criar um filho custa muito caro.
Mas será que ainda existe pressão em relação às mulheres de 30 anos que não estão casadas e não têm filhos? Será que a sociedade e a própria família cobra isso delas?
De acordo com a psicóloga e docente do Centro Universitário de Araraquara (Uniara), Ana Cristina Alves Lima, as mulheres de 30 anos de hoje são frutos de uma geração de pais que tinham acabado de vivenciar as décadas de 50/60, época em que despontou a liberação sexual. Logo esses pais tiveram seus filhos, alguns deles ainda bem jovens.
Nessa fase de mudança de conceitos, o que não podia – e agora pode (falar sobre e fazer sexo abertamente) – ficou um pouco confuso na cabeça desses jovens da época, que criaram seus filhos com a idéia principal de “o importante é ser feliz”, deixando de lado todos os valores impostos pela sociedade.
Pensando na figura feminina com o ideal de igualar-se em direitos aos homens, novos papéis lhe foram atribuídos, outros substituídos e ainda outros intocados, por exemplo, a tarefa de criar e educar os filhos é única e exclusiva da mãe/mulher.
As meninas da época cresceram e hoje são as mulheres de 30 e tendo que se adaptar às novas exigências que aparecem por conta do lugar que a mulher ocupada na sociedade atualmente.
“Novos papéis surgiram, mas velhos costumes e conceitos ainda perduram, afinal, não se pode negar que a sociedade é um tanto machista. A pressão aparece principalmente para aquelas mulheres que se sentem escravas da comparação ao desempenho dos homens. Acredito que a vida é baseada em escolhas e hoje em dia a mulher também pode escolher.”
Ana Cristina diz que acredita muito na força das mulheres e nas diferenças em relação aos homens. “Falar de diferenças não significa delimitar o que é coisa de homem e o que é coisa de mulher, mas sim como cada um desempenha determinadas tarefas”.
Enfim, a família mudou, a sociedade também e por conseqüência disso as prioridades das mulheres também mudaram. Um bom emprego, realização profissional, bens materiais, podem superar o desejo de ter uma casa com marido e filhos e ser a rainha do lar. Portanto, as mulheres devem esquecer a pressão e se sentirem livres para escolher, finaliza Ana Cristina.
