Freeway: 10 anos de animação eletrônica
Dezembro 5, 2008 Nenhum comentário![]()
Freeway completa 10 anos de sucesso
Se você perguntar por Cássio Faber nas baladas de Limeira, certamente pouca gente saberá de quem se trata. Mas experimente procurar pelo DJ Freeway e todos vão apontar para aquele cara cheio de energia atrás de pilhas de equipamentos eletrônicos. Esse reconhecimento não veio por acaso. Teve início há 10 anos, quando Cássio, ou melhor, Freeway, decidiu se dedicar profissionalmente a animar festas, o que até então fazia mais por brincadeira. Mas o sucesso que conseguia nessas ocasiões o animou a tornar seu hobby uma profissão. Nesta entrevista ao PLUG, Freeway faz uma análise de seu trabalho e conta os planos para o futuro.
Você está comemorando seus 10 anos no cenário eletrônico das festas em Limeira. Que emoção é esta? Que presente você espera ganhar?
A emoção é muito grande. Ela é resultado de muito esforço e trabalho sério junto ao público exigente de Limeira. Este público sabe o que é bom, porque é antenado com os grandes centros, inclusive do exterior. Meu trabalho sempre foi de avaliação das tendências técnicas e musicais em cada época, antecipando as novidades para o meu público. O presente, de fato, venho ganhando sempre. O carinho do público adolescente, a receptividade dos clubes e salões de Limeira, o reconhecimento de meus clientes, parceiros e a credibilidade que acumulei neste mercado realmente não têm preço. Outro presente que recebo da comunidade limeirense é a oportunidade de dar minha contribuição em eventos filantrópicos promovidos pela Alicc, Aril, entre outros.
Qual é o segredo para tanta popularidade e preferência junto ao público jovem? Como você manteve esta popularidade durante estes anos todos?
Não sei bem se é um segredo. Para conquistar o público jovem, basta se manter jovem. Eu me identifico muito com os temas jovens. Eles requerem inovação a todo momento. É necessária muita energia nestas inovações. Fui professor de Eletrônica Aplicada para jovens no ensino fundamental. Conheço a linguagem deles. O gosto do jovem sendo tão dinâmico requer transformação e originalidade sempre. Popularizei o conceito de DJ em Limeira. O termo “discotecagem” era pouco conhecido na época e foi criado para representar o conjunto de ações de um DJ: a busca por músicas novas, as produções em áudio, as mixagens, a manutenção da “vibe” nas pistas e a animação da festa como um todo. Fui o primeiro, em Limeira, a utilizar pick ups digitais, as famosas CDJ´s 100. Também inovei com as mixagens de imagens sincronizadas nas músicas em festas, mudei o conceito de caixa acústica, trazendo os sistemas ativos e evitando muitos fiascos em festas devido à queda de som no ambiente. Venci aquele tabu de que ser DJ é tocar em vinil, trouxe as estruturas “box struss” em alumínio que sustentam os equipamentos de luzes. Enfim, sempre trouxe o melhor das tendências na linguagem jovem. O público jovem não é meu único alvo. Tenho investido muito no público adulto, especialmente através dos eventos de casamentos, exponoivas, convenções em empresas etc. Acho que tudo isto mantém meu trabalho bem conhecido.
Como os pais podem se sentir seguros permitindo seus filhos freqüentarem as baladas do DJ Freeway?
As minhas baladas têm um efeito de confraternização entre os jovens. Elas acontecem sob os olhares rigorosos da direção e organização de eventos de dois renomados clubes da cidade: Gran São João e Nosso Clube. Trabalho para ambos. Os pais, sócios ou não, contam com o suporte da instituição no sentido de não vender bebidas alcoólicas aos menores de 18 anos, controle da idade mínima, controle dos horários de início e término do evento, além da segurança em saber que seus filhos estão acolhidos dentro das instalações de clubes sérios. Sou absolutamente alinhado às preocupações dos pais. Minha credibilidade perante eles se confirmou pelo sucesso da campanha DJ Freeway na Disney, promovida pela Daura´s Turismo, uma sensação nestas últimas férias de julho, que certamente vai se repetir no próximo ano. Esta confiança conquistei após anos de dedicação, com muito carinho ao público adolescente e jovem. Vamos mostrar para os gringos como é a animação do público jovem limeirense, toda vibração, toda energia, na melhor confraternização que a Disney já viu.
Você tem novos projetos para inovar o cenário de festas em Limeira?
Temos parcerias com empresas do setor de entretenimento e para este final de ano vamos compor um espetáculo misto de tendências musicais distintas para atingir todos os gostos. Aguardem a divulgação. Tivemos a festa “Kiss me Baby”, em outubro, com uma pegada criativa que fez muito sucesso no universo teen. Temos a confraternização com DJ Freeway na Disney em Orlando, um presente para os clientes Daura´s Turismo no próximo verão norte americano, comemorando meus 10 anos de eventos, em especial junto ao público adolescente. Nossa missão é levar emoções e sentimentos de alegria e boa convivência aos convidados dos mais variados eventos. Adquirimos neste ano novos equipamentos de imagem para reprodução em alta definição e equipamento de som para integração com bandas ao vivo. Nossos pacotes de serviços incluem arsenal de iluminação de última geração para reproduzir o clima de balada na maioria dos ambientes de salão.
O quê significa DJ (Dee Jay)?
O termo é muito antigo. Remonta ao tempo dos gramofones que foram os primeiros toca-discos.
Nos primórdios da radiodifusão os donos de rádio contratavam profissionais “free lancer” que executavam músicas e faziam trabalhos de locução. Eles eram remunerados por serviço pois eram profissionais independentes – os Jockeys. Este termo também é utilizado para o profissional independente montador de cavalos contratado pelo proprietário destes cavalos para participar das competições no turfe. Naturalmente a palavra Disc refere-se aos “bolachões” antigos que os Jockeys tocavam nos estúdios de radiodifusão.
O termo Disc Jockey hoje, tem um significado mais abrangente incorporando aspectos mais artísticos. O DJ profissional deve ter sensibilidade musical para identificar elementos técnicos da música como tom, timbre de voz, velocidade do ritmo, compasso, etc. para executar uma boa “virada” que agrade aos ouvidos mais exigentes. Esta sensibilidade pode ser adquirida através de muito contato com instrumentos musicais (fiz cursos de violão e bateria) e ter gosto pela arte da música.
Por que DJ Freeway?
Ah! De fato, foi uma brincadeira há muito tempo. Eu costumava simplesmente falar muito esta palavra entre os amigos mais próximos. Daí eles próprios começaram a me tratar assim. Hoje, Freeway é uma logomarca que traduz bem o espírito do meu trabalho: “Sem limites de emoções nas suas baladas”.
Que tipo de baladas?
Quando se fala em baladas logo se pensa em “rave”, boates, night clubs, bares, etc. Meu trabalho vai além destes ambientes. O que eu faço é traduzir o clima de balada, de descontração, de alegria, de confraternização para eventos festivos diversos. Você sabe que há preferências musicais e interesses diferentes quando se “curte” uma boa balada conforme a faixa etária. Os mais jovens – refiro-me ao público adolescente – têm características de comportamento distintas numa balada se comparado aos seus respectivos pais, por exemplo. Cabe ao DJ sintonizar estas preferências e interesses diferentes e harmonizá-los num mesmo evento – uma festa de 15 anos, um casamento, uma formatura, etc.
Como a música eletrônica conquistou ambientes diferentes das boates ou night clubs invadindo terrenos antes dominados pela música ao vivo?
A música eletrônica vem buscando espaço desde os anos 70. O movimento cultural das discotecas – surgido naquela época como uma reação alegre à frustração do povo americano pela derrota de suas forças armadas na guerra do Vietnã – foi despretensioso no aspecto da criação musical. O objetivo era atingir a grande massa através de composições de fácil absorção para que fossem consumidas rapidamente. As músicas passaram a ser produzidas eletronicamente para atender esta demanda. Com o avanço das tecnologias de mixagens, computadores para simulação de instrumentos e voz, equipamentos de sonorização versáteis, a música para consumo em massa tornou-se então uma grande tendência.
Esta mesma tecnologia atingiu os salões de festas tradicionais pela facilidade de instalação e operação dos equipamentos com custo final menor comparado a contratação de uma banda ao vivo e com efeito muito semelhante “para alegrar a festa”.
Eu sempre busquei uma integração com as bandas ao vivo apoiando e promovendo novos grupos e compartilhando o mesmo espaço nos palcos.
Tem muita surpresa pela frente !!!!
