Mente Sadia: Apego, Medo, Estresse
Outubro 17, 2008 Nenhum comentárioÉ nesta seqüência – apego, medo e estresse – que reside provavelmente a causa principal do sofrimento humano. Pense! Se você, neste momento, por um instante somente, se desapegar de tudo, se permitir ficar em si, se desligar mesmo de tudo conscientemente, logo sentirá uma sensação de alívio, de leveza, de paz interior. Mas, ao contrário, o que fazemos é nos preocuparmos. Estamos freqüentemente distraídos com alguma coisa, ou preocupados.
Alguns parecem menos preocupados, mas não desapegados. Estão, via-de-regra, enganando os outros e a si mesmos, pois sucumbem rapidamente diante do sucesso de alguém ou dos próprios fracassos.
De certa forma, a nossa cultura, isto é, os valores que nos são passados desde que éramos pequenos, é de que temos – e aí começam os problemas, pois temos que estudar, trabalhar, ter coisas, ter pessoas, termos dinheiro, termos alegria, termos um corpo bonito, termos uma religião, termos aprovação do outro – que ter tanta coisa, que ao final de tudo perdemos a nós mesmos.
E à medida que vamos nos distanciando de nós mesmos, vamos nos apegando a pessoas e coisas para nos equilibrarmos, pois nos sentimos constantemente ameaçados. Porém, à medida que vamos construindo a nossa vida nos apegando, paralelo a isto vamos ficando com medo, pois a qualquer momento podemos perder – e quem se apega não tolera perdas -, então o medo constante pela ameaça real de perda leva ao es-tresse.
E, como sabemos, o estres-se leva às doenças psicossomáticas: distúrbios do sono, apatia, depressão, gastrite, síndrome do intestino irritável, labirintite, ansiedade e outras sensações que às vezes ficam tão difusas que não sabemos nem nomear. Apenas dizemos: um mal-estar – e é mesmo, um estar mal no mundo, onde falta algo.
Então, se queremos reverter nossas doenças e desassossegos para a saúde e o bem-estar, o caminho mais correto é revermos – às vezes, com a ajuda de um profissional – o que estamos fazendo com a nossa própria vida. Perguntarmos por que nos colocamos num labirinto e gastamos um tempo enorme em querer sair dele. Nos apegamos por não termos aprendido a ser livres.
