Mente Sadia: E disse Deus
Setembro 25, 2008 Nenhum comentário“E disse Deus a um frágil jovem adulto: empurra aquela pedra e tudo mudará”.
Cansado de sofrer humilhações por seu corpo franzino e “sem vida”, alvo de apelidos e zombarias, sem ter muita força para lutar com os fatos da vida (e são muitos), o jovem começa a queixar-se: “Se há um Deus, e se este, como dizem, é bom, porque eu, também como os outros filhos de Deus, tenho que passar por constantes sofrimentos, a ponto de desanimar, achar que a vida não vale a pena?”.
Apático e se sentindo o pior dos piores, entrega-se ao desânimo e vai levando a vida, antes que ela, a morte, venha lhe buscar. Foi quando, num sonho, Deus fala com ele: “Está vendo aquela pedra enorme ali? Então a empurre diariamente por uma hora e tudo vai mudar”. Achando então ter recebido a mão de Deus, no sonho, para ajudá-lo a sair daquele buraco existencial, resolve praticar a sugestão.
Por dias, meses, vai até a pedra, conversa com ela sobre o seu propósito, quase que tentando convencê-la a ajudá-lo (mas nós sabemos que pedras não ajudam ninguém). Empurrava-a com toda sua força e vontade (havia recuperado a força e a vontade), mas ela não se movia. Numa noite, após meses de empenho, se sente ridículo: só ele mesmo para ter acreditado num sonho e ter imaginado poder demover aquela grande pedra fincada há anos naquele lugar.
Foi naquela mesma noite que teve outro sonho, no qual Deus lhe diz: “Realmente, meu filho, a pedra, como tantas coisas no mundo, não podemos mudar, e nem sempre precisamos fazê-lo, nós é que teimamos em mudar as coisas, e os outros, acreditando falsamente que, se eles mudarem, seremos felizes. Mas veja: eu não sugeri para você fazê-la mudar de lugar, você é que interpretou assim. Eu disse empurrá-la e isto você fez. Olhe para você hoje, um homem forte, que teve atitude, disciplina, mesmo nos dias chuvosos lá esteve, praticando sua fé, de que tudo mudaria, e tudo mudou. Olhe no espelho, você é um outro homem!” Por isso: desistir? Nunca. Lutar? Sempre! Descansar? Toda vez que for necessário para reaver as próprias forças, mas não perder de foco o que deseja.
