Retomando: "estar só"
Fevereiro 16, 2007 Nenhum comentárioÉ lógico que estar em boa companhia é melhor do que transitar pela vida sozinho, porém, há momentos em que se faz necessário ficar um pouco consigo mesma, para refletir, avaliar, reinventar-se.
Quando digo consigo mesma, não me refiro ao gênero feminino, quero dizer a pessoa; tanto faz o gênero!
Reinventar-se no sentido de se melhorar, deixando os maus hábitos, importando novas maneiras de ser, mesmo que para isso (reinventar-se) tenha que psicologicamente afastar-se de coisas ou pessoas. Como fechar para balanço, momento em que se retiram das prateleiras mentais “produtos” vencidos, inapropriados, que ocupam espaço, mas que não acrescentam nada de bom à vida. Para depois reabrir com as coisas sob controle e no lugar certo.
Assim também fazem os poetas, compositores, músicos, artistas… E nos premiam com “suas” produções – acho que são manifestações de Deus através do “homem” por Ele escolhido.
Como nada é por acaso, – acredito nessa tese cada vez mais – veio às minhas mãos um texto cuja autoria fora atribuída a Chico Buarque. Genialidade igual nunca vi, fala de coisas da alma como ninguém mais.
Como penso que coisas boas devemos passar adiante, concluo este texto transcrevendo o que mais chamou-me a atenção:
“Solidão não é falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo…
Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar…
Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos…
Isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida…
Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado…
Isto é circunstância.
Solidão é muito mais que isto. Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa Alma”.
