Francamente: somos todos seres globalizados, queiramos ou não
Fevereiro 23, 2007 Nenhum comentárioAlguns (poucos) anos atrás, por pura curiosidade, resolvi pesquisar se meu nome aparecia na internet. Entrei no Goo-gle, digitei meu nome lá e cli-quei para que a busca fosse feita. Apareceram um monte de sites onde havia alguma citação a Marcos Paulino. Quase todos, porém, traziam apenas homônimos. Descobri, inclusive, que Marcos Paulino da Silva, Marcos Paulino de Souza e Marcos Paulino Mais Alguma Coisa existem às pencas.
Mas sobre este humilde jornalista que vos escreve, havia muito pouco. Lembro-me, por exemplo, de uma citação no site do Instituto Agronômico de Campinas, que havia colocado na rede matérias sobre suas pesquisas. Eu havia feito uma delas, na época em que ainda trabalhava no jornal campineiro “Correio Popular”.
Dia desses, repeti a experiência. Os homônimos apareceram novamente de baciada, mas as citações a minha pessoa aumentaram bastante. Nenhum mérito meu, é claro, apenas o sinal dos tempos. Meu trabalho é escrever. E meus textos acabam, na maioria das vezes, indo parar na internet, seja no site desta Gazeta, seja no recém-lançado Mundo Plug, seja em outros sites com os quais colaboro.
Isso quer dizer que um chinesinho, lá no interior da província de Shanxi, pode ler um texto meu, mesmo sem fazer idéia de quem eu seja. Basta estar conectado à internet e, de preferência, saber ler em português. Mesmo que seja neste português meia-boca com que me expresso.
O paciente leitor não imagina o espanto que isso me causa. Há uns 10 anos, eu nem sabia direito o que era internet, mesmo que isso pareça inacre-ditável para quem, como meus filhos, nasceram praticamente com fios ligando-os à rede mundial de computadores. Da mesma forma, mal posso acreditar que houve um dia em que não existia a televisão. Afinal, quando nasci, os televisores já eram populares, apesar de as imagens em cores serem, na época, uma novidade no Brasil.
Fico aqui imaginando como era o mundo sem TV. Nada de notícias com imagens, nada de “Domingão do Faustão” (que maravilha!), nada de desfile das escolas de samba ao vivo. E, pior, nada de jogos do Corinthi-ans, a não ser pelo radinho. Mas, acredite jovem leitor, o mundo já existiu sem TV.
E, pasme, a internet é algo bem recente. Só que agora o desenvolvimento tecnológico é tão acelerado, que as novidades se tornam obsoletas da noite para o dia. A Terra está virando um “museu de grandes novidades”, parafraseando Cazu-za. Mais espantoso que isso, porém, é que todos nós, queiramos ou não, estamos nos transformando em seres globa-lizados. O que se faz aqui, daqui a pouco todo mundo sabe lá. Mesmo que esse “lá” seja muito, muito longe.
Que o digam a Cicarelli, o Vanucci, o Silvio Berlusconi, a Britney Spears… Cuidado!
